Ontem finalmente fomos ver Avatar. E como minhas expectativas tinham sido jogada nas alturas por milhares de críticas (profissionais e de amigos), claro, me decepcionei. Na verdade, fiquei decepcionada quando, lá pela metade do filme, eu comecei a ficar meio incomodada na poltrona - tipo: "não vai acabar logo essa sequência de guerrinha"? rsrsrs.

Quando o filme terminou, me senti um pouco enganada, sabe? Exemplos: a necessidade de conexão com a natureza, em tempos de aquecimento global pré-2012, para a sobrevivência já não é novidade, não gostei do fato de que o escolhido por ewya para estar entre os Na'Vi fosse o americanóide revoltado e babaca, ao invés do cara que passou 2 anos estudando aquela cultura, querendo estar ali, e também não gostei do fato de que os Na'Vi, apesar de sua profunda ligação com a energia da natureza que os circunda, são guerreiros, caçadores.
Assim sendo, se o conceito fosse mesmo levado à risca, eles não deveriam tem uma vantagem assoladora sobre aqueles humanos ridículos que, ao invés de estudar os meios de defesa dos Na'Vi, simplesmente acreditavam que suas armas seriam superiores? E aquele coronel americano, fazendo piadinha como se estivesse no Vietnã ou no Iraque, ou, como diria meu maridinho, num filme do Rambo? (quero jantar em casa, vamos acabar logo com isso? Qual é... façam-me o favor).
A idéia é boa. A produção do filme realmente foi impecável e vai levar umas dezenas de estatuetas no Oscar 2010. Mas como entretenimento, me fez raciocinar demais, me deixou incomodada, sei lá. Fui esperando sair de lá deslumbrada.
Algumas questões ficaram martelando na minha cabeça: então ignorância é sinônimo de bom coração? Então é preciso ser selvagem para estar em sintonia com a energia que nos circunda? Não seria muito melhor pensar nos Na'Vi como um povo realmente mais evoluído, que não se assustasse quando os terríveis americanos chegassem com seu armamento pesado, como ratinhos indefesos que serão salvos por um, pasmem, americano que decidiu ser um deles??? Sei lá, viu.
Achei meio apologia ao bom ignorante, o que vale é o coração bom, não precisa se esforçar não, no fim você vai vencer porque já é o escolhido mesmo e blábláblá. Você merece tudo simplesmente porque foi decidido, dane-se se há quem se esforce mais.
Ah, sei lá. Se minhas expectativas não fossem tão altas, talvez eu tivesse me divertido mais, como aconteceu com outros filmes recentes. Prefiro não comentar.
Me alonguei de novo. Ando prolixa... rs. Mas enfim, deixa eu terminar de arrumar tudo para 2010 que vem aí. E nos falamos no ano que vem.