quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Terminou?

So this is Christmas

And what have you done

Eu sempre achei que John Lennon sabia o que dizia. E ele estava certo mais uma vez: então de novo é natal, e o que você fez? Quem você ajudou? De que forma você cresceu como ser humano? Você viveu, se entregou, sentiu, atuou ou apenas trabalhou para o imediato da vida, como a grande massa humana sempre fez?

Todo mundo termina o ano com aquele desejo de que o próximo seja diferente, como se algo sobrenatural de repente e sem uma atuação nossa fosse trazer tudo aquilo que nós queremos, que sentimos falta, que acreditamos ser imprescindível para nossa felicidade. Sem parar um só momento para pensar no que precisamos nós mesmos mudar para que então a vida pareça ter o sentido que almejamos

Quantos séculos de cegueira. E quantos ainda vivem dias no ”piloto automático”, correndo contra o tempo que parece cada vez mais curto, trabalhando intensamente para ter uma vida melhor. E isso significa literalmente ter mais dinheiro. E o que estamos fazendo, nesse meio tempo, para aquele que vai usufruir de todo esse dinheiro?

Esses dias li uma mensagem que cai como uma luva para meu pensamento: a gente compra roupas caras para trabalhar, dirige um carro que estamos pagando em um trânsito infernal para trabalhar, pra conseguir pagar pela casa linda que temos, mas que não temos tempo de aproveitar. Era mais ou menos assim. E qual a razão disso tudo?

Não acho que todos tenham que jogar tudo para alto (embora alguns tenham essa coragem e outros essa missão) e viver na pobreza. Mas acho que temos o dever, entrando nessa nova Era da Terra (e não é o que nós queremos? Um tempo melhor, mais ameno, com menos violência, menos correria?), de imprimir um pouco de humanidade no nosso dia a dia e começar a perguntar lá para dentro: o que eu realmente quero para mim? Que caminho eu quero seguir? O que é realmente importante para mim?

E seguir a voz do coração, mesmo que ela vá contra o que o status quo, sua família, seus “amigos” e todo mundo pense. Porque no fim do dia, quando tudo se cala, a única opinião que vale é a sua. A partir de agora, tudo irá mudar, algumas coisas rapidamente, outras, nem tanto. Mas a vontade de ouvir a si mesmo será insuportável e acredito que começaremos a nos surpreender uns com os outros. Positivamente.

Afaste-se de quem te faz mal, mas vibrando amor. Una-se com aqueles que pensam como você. Caminhe dentro do bem e seguindo sua voz interior. Cada dia será melhor, cada ano será melhor. Pense seriamente no futuro que você quer para o seu filho e tome atitudes agora que o construirão. É chegada a hora. A paz está a caminho para aqueles que a desejarem não apenas internamente, mas através de suas ações e decisões pessoais e coletivas.

Chega de medo, o medo trava, paralisa, é a arma da escuridão. Medo é o oposto da fé, e a fé é a chama que nos mantém conectados com o todo. Basta querermos e soltarmos a corda que nos prende ao passado. O mundo não vai acabar, ele já está se transformando.

Let's hope it's a good one
Without any fear

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

É AMANHÃ!!!

Okok. Me peguei aqui pensando no turbilhão de novidades que invadiu minha vida nesses dois últimos anos. Cansaço, preocupação, atenção redobrada, esquecimentos (que me perdoem os amigos), correria - que juntos (só quem é mãe sabe que sim) se traduzem em uma retumbada FELICIDADE. Há exatos 2 anos esse dia pareceu infinito, do tipo chegava quarta mas não chegava terça feira. E minha mão não saía da barriga, antevendo que aquele seria o último dia em que ele seria só meu, pois a partir de 09.11.10 às 18:25, Enzo passou a ser do mundo. Estou nervosa como há dois anos e minha felicidade renasce a cada dia com os dois olhões brilhantes que me acordam dizendo mamãe. CORUJA

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Criança da nova era

No final de semana, procurando por alguns títulos de livros para comprar, acabei me deparando com alguns textos falando sobre as crianças da Nova Era, um tema que me fascina. E li algo que me deixou seriamente preocupada.
Antes, um comentário: as informações que nos chegam de todos os lados certamente já vêm de uma nova consciência, mas é preciso que mudemos muito ainda nosso nível de compreensão para entende-las e para separar o que realmente importa para nossa vivência atual.
Por que eu estou falando isso? Porque li uma crítica a um texto que informava que 90% das crianças do planeta (ou que estão chegando ao planeta, não me recordo da exata expressão) são crianças de Jesus (como se as outras e todos nós não fôssemos), índigo, cristais etc. 90%? Não concordo 100% com a crítica (http://www.voadores.com.br/site/geral.php?txt_funcao=colunas&view=4&id=142), achei um pouco dura. Mas concordo totalmente que estamos usando a informação recebida para disfarçar ou justificar nossas compensações, como se agora: “ufa, meu filho pode ser especial como eu sempre quis e eu posso me desfazer de todas as responsabilidades com sua educação, já que posso aceita-lo como é e não tenho que impor comportamentos”.
Uou, espera aí: de onde veio essa suposta entrega a uma “nova forma de pensar e agir”, travestida de nossos erros? Ou seria o contrário? Vou dizer no que eu acredito para quem estiver lendo entender minha opinião: eu sou espiritualista, acredito totalmente que estamos vivendo uma mudança energética no planeta, que nossas percepções estão sendo ampliadas e que os espíritos que estão chegando sabem mais do que nós (ainda bem, né?) vão nos ajudar nessa mudança. Como diz o Lázaro: se os que desencarnam são mais sábios do que antes, porque os que encarnam não seriam?
Também acredito que é preciso quebrar com paradigmas ultrapassados e que nos foram impostos por milênios, para que saibamos viver nessa nova etapa de energia. Precisamos, com isso, criar novas formas de ensinar e educar, entender que a velha regra do ”cala boca que quem manda sou eu” já não serve para explicar a necessidade de aprender a conviver em sociedade e a entender a vida e a preservar as relações e o planeta. Para mim, estamos sendo obrigados a isso, pois as almas questionadoras que estão chegando nos obrigam a repensar valores e regras. E refazê-los, não eliminá-los. Deu para entender?
Conviver em uma nova etapa astral não significa ser permissivo e esquecer de olhar para dentro e entender o que de nosso comportamento é na verdade provocado por medos, ansiedades, faltas, desejos reprimidos e o que é mesmo uma imensa vontade de fazer diferente. Não significa deixar de pensar que ações nossas vão causar danos futuros aos pequeninos. Não significa ser isento da necessidade de separar o que é desculpa para um comportamento nosso que é criticado socialmente e o que é, na verdade, uma escolha consciente de mudar a maneira de educar.
As crianças das estrelas, como são chamadas, na minha humilde opinião, nada mais são do que espíritos de outras esferas, designados para trazerem para a Terra novas formas de pensar e agir. Perfeitos eles não são, pois isso significaria que chegaríamos a uma esfera de perfeição, o que não é verdade. Evoluiremos, sim, mas ainda teremos que conviver com nossas imperfeições, nossas e deles. E por isso mesmo, pela inteligência mais apurada que nossas crianças trazem, é preciso ser mais presentes na educação deles, mais atentos às nossas próprias ações, que servirão de exemplos de vida para os futuros adultos na nova Terra.
Como ainda somos limitados! As informações são novas, mas a interpretação continua velha. Vamos acordar, minha gente! Índigo, cristal, safira, rubi etc. Sejam de que origem e cor nossos filhos forem, apesar de precisarem de mais espaço, mais flexibilidade, eles ainda carecem do conjunto educação–exemplo–presença–amor–limites para serem adultos saudáveis e aptos a manifestar totalmente seus poderes estelares. Pronto, falei.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

OK, OK, PODE RESPIRAR!!!

E então, a grande mudança aconteceu, como previsto. Mas, ao contrário do que alguns podem pensar, ela não foi planejada. Intimamente, como era de se esperar da minha alma taurina/pisciana, eu desejava permanecer onde estava. Porque tudo parecia estar se encaixando, finalmente. E tudo estava confortável – Enzo na escolinha, perto do pai, Eu trabalhando, numa casa adorável, morando com meu maninho Marcus e relativamente à vontade com tudo na minha vida. Eu sentia uma solidão latente (e será que ela não segue existindo) por estar longe de grande parte dos meus – família, amigos do coração. Mas dava para lidar e eu já estava com planos para diminuir a distância. Mas neles não estava uma mudança total de vida. Mas aconteceu.
E aí foi assim: numa semana recebi o convite para conversar, na outra semana fui chamada, na outra já estava trabalhando. Nesse meio tempo rolou uma mudança mesmo – me desfiz, sem brincadeira, de 60% do que eu tinha, e ainda fui xingada pelo meu irmão: “pô, como tu tem coisa de cozinha”, rsrsrs. Deixei eletrodomésticos, móveis e até a cama nova (buááááá). Mas que bom que ele ficou com uma casa praticamente montada! Tropeços e falta de dinheiro à parte (bancos, obrigada incrivelmente pela greve NESSE EXATO MOMENTO! Grrrrr) o pior foi fazer os 40% das coisas que sobraram, minhas e do Enzo, caberem em um quarto (que ainda tem todas as roupas da mama) e achar a escolinha ideal pro meu filhotinho.

Por ideal leia-se: a melhor estrutura e a mais perto do trabalho – sim, porque com tantas mudanças na vidinha dele, quanto menos tempo ele precisasse ficar longe de mim, melhor, né? E consegui (Ufa!) – o lance agora vai ser pagar, mas aí entra a ajuda abençoada do pai dele, of course – e, como o picutuxo tinha ficado 1 mês grudado em mim, o difícil foi a nova adaptação. Chorar na entrada da escola era algo que ele já fazia. Mas ele descobriu outra maneira da mãe ficar, digamos, totalmente arrasada: parou de comer! De berçário 2, pelo desenvolvimento dele, passou a Maternal I aqui em Floripa. E a comer de tudo, sem aquelas coisinhas de bebê. Fora isso, ele sacou que eu fiquei mal, muito mal. E aí, já viu.


Só na bolachinha, só no santo Nutren, e em casa: comendo de tudoooo. Sacanagem, filho, vai ser esperto assim lá em casa, viu? Levei no pediatra, ele está ótemo, perfecto, incrivelmente inteligente o bichinho. Receita de florais para aceitar mudança e diminuir o medo do novo. E uma semana depois: já há indícios de almoços e lanches (de sucrilhos, vejam só) na escola, e um tímido “tia Deuba (Débora)” junto com mamãe, vovó e bisa. As mulheres da vida dele, rs. Já foi ajudante de turma, se vestiu de primavera e fez bolinhos de areia. PARA TUDO: MEU FILHO BRINCANDO DE BOLINHO DE AREIA? Estou no paraíso.



Claro que não estamos, nem ele e nem eu, 100% adaptados. Há muito ainda que aprender, que refazer. Sei que cada vez que ele vê o pai no skype a saudade só cresce e torço prá logo eles poderem se ver pessoalmente. Mas como eu disse: fomos empurrados para essa situação. Não foi planejado – até porque eu não planejaria algo que seria tão sofrido assim. Mas apesar de tudo, vejo meu menino tão esperto, falando de tudo, comendo sozinho, super independente (tá, menos, Katiuscia), convivendo com a prima, com os tios. Tudo tem um lado bom, uma compensação, né? E esto aprendendo a entender que sempre estamos onde temos que estar, vivendo o que temos que viver para aprender o que devemos aprender naquele momento. Basta aproveitar a oportunidade e crescer. Amanhã sabe Deus o que nos está reservado.



Filho: te amo mais que a mim. Obrigada por ser esse raiozinho de sol na minha vida!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Vida longa à nova vida!



 

Se eu pudesse resumir os últimos 9 meses da minha vida, a palavra seria MUDANÇA. Minha vida e da minha mais preciosa companhia, o Enzo, que completa no próximo dia 09/08 seus 1 ano e 9 meses, que passaram muito, mas muito rápido. Antes do Enzo nascer, não que tudo era só calmaria, mas as mudanças eram morosas, demoravam a acontecer. E embora eu sentisse às vezes a necessidade desse movimento, eu sentia medo de mudar; havia uma sensação estranha de perda relacionada à mudança.

Nesses meses que se passaram desde outubro do ano passado, a verdadeira gestação de uma nova vida, o que menos senti foi medo de mudar. Em contrapartida, as mudanças vieram a galope, uma atrás da outra. A cada semana algo acontece, muda a direção. Mais ou menos nessa ordem, vivemos uma separação, uma mudança de casa, uma viagem de férias (a primeira desde muito tempo), uma internação hospitalar por causa de uma urticária gigante (da qual até hoje nenhum médico descobriu a real causa), outra mudança de casa, e uma nova internação por causa de uma queimadura com água quente (a maior dor da minha vida, vale um post sobre isso no final).


E quando tudo já parece ter acontecido, eis que me vejo agora em busca de um novo caminho profissional, que pode nos levar sei lá para onde. Mudanças. Uma atrás da outra. E nenhum medo. Nenhuma sensação de falta de ar, ou de vazio no peito, sequer uma palpitação. Ao contrário, uma certeza de que as coisas caminham para onde elas realmente deveriam estar. Podem me chamar de louca.

E nesse meio tempo, Enzo e eu aprendemos muito, com a própria vida e um com o outro. E crescemos muito, ele mais do que eu, claro, rs. Brincamos, rimos, nos divertimos, choramos juntos, ele levou bronca e eu fui depois chorar escondida, rs. Me senti sozinha muitas vezes, mas muito livre em outras. Precisei de ajuda, pedi ajuda, tive ajuda (às vezes não). Senti falta da minha mãe, da minha vó, dos meus irmãos. Até que um deles veio morar comigo (outro bom companheiro de viagem, o Marcus, dindo do Enzo). Mas continuei sentindo falta de todos os outros também. Sou uma menina de família, e daí?


E faltou dizer que também passamos pela experiência da morte. Para mim, de uma maneira como nunca havia acontecido – tão presente, tão consciente, tão triste e tão bonita. Meu tio Xandi, meu irmão mais velho, deixou esse plano e foi fabricar boa música e sorrisos do lado de lá. Chorei muito, até mesmo de felicidade por ter tido o privilégio de ter uma pessoa assim na minha vida. Dessas que deixam saudade.


Foi uma gestação bem movimentada, mas descobri que a maternidade me fez mais serena e forte. Criança dá trabalho, mas é tudo de bom. Para quem, obviamente, está disposto a desempenhar mesmo o papel de mãe/pai.

Sobre o maior susto da minha vida
Enzo não é um bebê mexeriqueiro. Normalmente brinca com as mesmas coisas, é até um pouco metódico às vezes. Descobri da pior maneira que isso não é tão bom assim, porque nos faz relaxar e esquecer que criança é uma caixinha de surpresas e que cresce muito rápido. Um belo dia, do nada, coisa que nunca tinha feito antes, meu pequeno se estica de um jeito que nunca mais fez (vai entender) pra alcançar nada, e com a ponta do dedinho puxa a bacia com água quente onde eu esterilizava os bicos de mamadeira e as chupetas. Eu nunca tinha feito isso com ele acordado (era sempre a última tarefa do dia), então nunca tinha me preocupado – de qualquer forma, ele NÃO ALCANÇAVA naquela altura até então. Ah, nem vou explicar mais. Foi o pior pesadelo, a pior noite da minha vida inteira até agora. 7 dias de internação – a única coisa boa é que os bebês tem uma recuperação fenomenal, então o que passamos depois foi mais o estresse de estar no hospital, os frequentes medicamentos e o medo que ele passou a ter do banho (porque o primeiro foi bem traumático). Mas hoje as marquinhas são bem leves e, segundo os médicos, com filtro solar e longe do sol, até o fim do ano não devem mais existir. Cuidados triplicados (sem surtar, claro, porque criança é criança), experiência cumprida. Agora um tempinho de calma, por favor?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O tempo voa...

... eu fiquei muito tempo sem escrever. Boa parte dele porque simplesmente eu não sabia o que dizer. Tanto aconteceu, e ficou difícil expressar em palavras - mesmo para mim, que falo tanto, rs. Mas hoje eu fui atualizar um perfil profissional e lá estava o endereço do blog. Entrei e pimba: me apaixonei de novo pela idéia de escrever. Só escrever. Pela milésima vez, me apaixonei pela expressão. E decidi ao menos colocar aqui esse insight Divino. Prá dizer que vou tentar resumir - primeiro na mente - tudo que quero dizer desse tempo todo. E aí eu vou escrever. E postar foto nova do meu sol particular, porque eu continuo sim, irremediavelmente apaixonada pelo meu filho. Até!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Da escolinha e suas viroses

Eu demorei para escrever. Muito, eu sei. E há tanta coisa passando pela minha cabeça esses dias que vou ter que dividir os assuntos. Isso se conseguir. Se não conseguir, vai tudo misturado aqui mesmo, rs. Pensei, repensei, pensei de novo. Prós, contras, opiniões alheias, bem estar dele, meu bem estar, bem estar financeiro da casa, tudo, tudo, tudo. E decidi colocar o Enzo na escolinha. Finalmente. Parece que ele estava até pedindo isso, sabe? Querendo mais atenção, novas musiquinhas, mais passeios. Do tipo: e aí, mamãe, vamos ficar nessa coisa nana nenê quanto tempo? Rs.

Foi mais de um mês de escolha. Pesquisa. Opiniões de novo (sempre, né? Rs). E a relação atenção com as crianças + proximidade de casa deu o primeiro lugar no podium para a Castelo Encantado. As tias são umas fofas e consegui vários depoimentos de mães cujos babies estão lá há anos, e desde bem cedo, e adoram. E depois de muito sofrimento (meu, óbvio), chegou o fatídico dia da adaptação. Resumindo - 1º dia: chororô + 1 hora de brincadeiras; 2º dia: chororô + 2 horas de brincadeiras; 3º dia: chororô + 3 horas de brincadeiras. Até que a tia disse: “ele chora 5 minutos e o resto do tempo fica bem, pode deixá-lo o período todo aqui”. Cara da mãe: :O

Aí, quando estava me recuperando do trauma de “meu filho não me quer mais”, eis que ele começa com uma diarréia feroz, de causar assadura (a primeira da sua vida) feia e febrinha. Médico = VIROSE! Caracas, me disseram que indo prá escolinha ele começaria a ter viroses, mas assim, na primeira semana? Nem bem passou meu trauma de adaptação de escolinha começa o trauma de primeira virose do filho??? Vou te contar, viu. E pior: a coisa cada dia tinha um sintoma diferente. Moral: no fim, virou uma faringite. “E ele tá com bastante secreção no pulmão, viu, mãe, então vamos dar antibiótico”. Ah tá, suuuper cool.

Imagina seu filho, todo cuidadinho durante 9 meses, leitinho materno, nada de gripes e resfriados, no máximo febres de vacinas e diarréias de dentes nascendo, vai prá escolinha, pega virose, fica magriiinho e com aquele olhar paraaaado. Morri.......

....... pronto, nasci de novo. Sim, porque virose passa. A gente tem que ter paciência, acordar mil vezes de madrugada (e olha que dizem que são só os primeiros meses de vida do bebê, rs), dar os remedinhos, e esperar. Ah tá, morrer um pouquinho a cada dor, cada febre, cada choro. Mas acordar no dia seguinte no salto da alma, pronta prá mais uma. E o que é pior: dá aquela vontadezinha de “já que foi assim melhor não ir prá escolinha, né?”. Mas não, há que ser forte e destemida e lembrar que é preciso pagar o leitinho do baby e as fraldas e lenços umedecidos e pomadas e roupas e sapatos e guardar dinheiro prá faculdade dele, e levá-lo de novo à escola.

E lá fui eu, bravamente. Me consolando: ele vai chorar, tá? Porque ficou a semana inteira grudado em você, então ele vai chorar muuuito. Aí eu entrego ele prá tia, chororô, portão se fecha. E cadê o chororô??? Cadê os berros da criança que não pode viver longe de mim? Cadêêê??? Rs. Moral da história: eu estou aqui desconsolada, tentando me concentrar no trabalho que não é pouco, depois de uma semana que me consumiu a alma (estou, literalmente, um lixinho ambulante, rs), e ele deve estar lá rindo e brincando com os amiguinhos. Porque obviamente se não fosse assim a escola teria ligado. Teria, né? :}