sexta-feira, 22 de outubro de 2010

ABAIXO A PRESSÃO!

Não é fácil viver uma vida tranquila hoje em dia. Ainda mais vivendo na quarta maior cidade do mundo (ainda é isso?). Ontem saímos para ir ao laboratório fazer uma ultrasonografia com doppler, parte do controle de pressão alta que estamos fazendo nesse final de gravidez, e depois fomos direto ao médico para o veredito da semana.

Isso significou 1 metrô para ir ao laboratório, 2 para ir ao médico e mais 2 para voltar para casa. Consegui 2 assentos preferenciais e um convencional cedido por uma menina muito educada. De resto, olhares tortos e a maioria, alheios. Teve uma senhora que entrou na minha frente correndo prá pegar o preferencial... tive até que rir: se ela teve saúde prá correr e pegar o assento, certamente precisava menos que eu, rs. Maaaas, como foi uma só vez e por uma ótima causa, suportei tudo heroicamente. Mas que é difícil manter a pressão baixa em situações tensas como essas, ah isso é.

O veredito foi que o Enzo ganhou peso, que está tudo dentro dos conformes e que é preciso continuar a manutenção firme e diária dos procedimentos para que a pressão não aumente. Isso significa repouso, remédio, tranquilidade e ida diária à farmácia. Cada dia será decisivo no tempo em que a gravidez ainda irá durar. Ele está prontinho, mas ficar mais um tempinho dentro só fará bem, né? Contanto, é claro, que a pressão esteja controlada...

Difícil é me conscientizar do tal repouso. Pressão é uma coisa silenciosa. Eu me sinto bem a maior parte do tempo, fora o cansaço normal do fim da gravidez e dos 11kg a mais, e a falta de ar incrementada por esse tempo maluco e meu nariz entupido (rs, coitado do David à noite). Aí, dá vontade de começar a fazer mil coisas. Mas faço 2 e a pressão dá alta na hora de medir. Ou seja, o médico pediu controle total e repouso. Entendeu? Re-pou-so. Ok, ok, ok.

Foto by ROBERTA TEIXEIRA

Mas o Enzo mexe, e aí eu lembro o motivo (sim, a barriga já virou parte inerente, não me assusta mais, rs), e tudo fica bem. Paciência, o objetivo maior agora é o bem estar dele. Eu fico brincando que eu queria ser como nos filmes, trabalhar até o último minuto, a bolsa estourar em meio a uma reunião e sair todo mundo correndo comigo prá maternidade (ia ser engraçado, vai), mas não é assim que vai ser. O trabalho foi interrompido antes da hora (e da organização final), tive que correr com algumas coisas porque a partir de uma determinada hora não pude mais sair por aí e nem lavar roupas eu posso - já pensou o baby nascer e não ter roupinhas para vestir? Afeeeeee, ainda bem que sou meio (só meio, tá?) ansiosa e tinha feito várias coisas antes.

Enfim, hoje completamos 36 semanas, foram 8 meses desde que descobri que havia uma vida dentro da minha barriga e acredito que, entre altos e baixos, nós dois (mãe e bebê) nos demos muito bem nesse tempo todo. Estamos cúmplices nessa aventura de renascer e agora, David e eu estamos esperando por ele de braços abertos, os dois bobos, pais de primeira viagem, infinitamente felizes pela aventura que vamos viver. Uma aventura real, concreta, necessária e urgente.

Mas, por favor, sem pressão! :)

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Uma conversinha à parte...
Estou acompanhando essa pouca-vergonha que está a campanha política nesse segundo turno. E tentando não subir a pressão mesmo com tanta baixaria, rs. Mas uma coisa eu tenho que dizer: independente de quem é pior, independente de quem está falando a verdade, independente dos erros e acertos (porque sempre há os dois) do governo atual, tem uma coisa que me deixa profundamente triste de ver: que a dministração Lula criou a política do "ele faz o que quer e todo mundo acha bonito". Eu realmente não entendo como a popularidade de uma pessoa pode ficar acima de protocolos de um cargo de tamanha importância como é a presidência do Brasil.
Independente de quem estava mentindo ou exagerando nos episódios de bolas de papel e bexigas d'água, o Lula se pronunciar do jeito que fez, de forma jocosa, emitindo juízo de valor abertamente parcial, sem saber dos fatos, e sem nenhuma postura política, na minha humilde opinião, é absurdamente inaceitável (o presidente do PT foi bem mais feliz). Eu concordo que o governo vigente conquistou muitas coisas, assim como não concordo com outras e isso é assunto para outro post, mas independente disso, eu sinto falta de mais respeito pelo cargo máximo do nosso governo. Às vezes parece que tudo virou foi uma grande brincadeira. :(

2 comentários:

Ana Paula disse...

Ai..adorei que vc escreveu tudinho aqui, pois sinto tanta falta de conversar e ter vc por perto, de acompanhar de pertinho sua gravidez. Mas pelo menos nesse post consegui saber um pouco mais. Lembro muito bem que estava com 7 meses e tinha ido a 25 com minha sogra para comprar o enxoval, voltei da barra funda até caieiras em pé, com uma pança gigante e sacolas, não teve um filho da mãe pra me dar lugar. Povo malcriado.

Ah, prefiro não comentar com relação a política, entristece ver o que está acontecendo.

Um beijo amigaaa

Marcus disse...

Até minha pressão sobe com a atitude desse suposto presidente da república (ele já deixou de ser isso pra ser cabo eleitoral faz tempo).

Mas o que nos importa é essa coisa linda que está vindo pra alegrar a vida de toda uma família. Chega loooogo, afiliado lindo do dindo!

Obs. Já ouviu o CD novo do KoL? Bem massa!

*comentando do celular*