quarta-feira, 15 de junho de 2016

O começo de tudo. Porque a vida é tudo que há.

Quanto vale investir no ser humano em formação, para que o futuro seja um tempo melhor para se viver?

“ (...) Há algo desmoronando, e há também algo que está nascendo. Nós escutamos o barulho do carvalho que cai, mas não escutamos o barulho da floresta que brota. Ouvimos o ruído das torres desmoronando, mas não escutamos a consciência que desperta. No mundo de hoje há muitas coisas que desmoronam, e em geral falamos das coisas que fazem ruído, mas não falamos das sementes de consciência e de luz que estão germinando“. Jean-Yves Leloup

Ontem, finalmente, assisti O COMEÇO DA VIDA. Eu já sabia do que se tratava e já sabia que iria me emocionar. Para quem não ainda não viu, veja! O filme traz um panorama do que está se falando sobre a primeira infância nos dias de hoje, algumas visões de especialistas, pais, mães e as mudanças todas que, por vezes, deixamos de perceber, por estarmos muito focados no dia a dia.

E é exatamente pelo filme falar sobre o que estamos falando, nós que nos interessamos pelo tema, que eu fiquei esperando um pouquinho mais de aprofundamento. Mas entendo que ele é para um grande público. É uma dessas sementes de que Leloup fala, que estão brotando por aí, em vidas e corações. E que provocam mudanças, mais cedo ou mais tarde.



Três aspectos abordados no filme me chamaram mais atenção, e me colocaram em questionamentos, o que é ótimo, embora eu durma um pouco menos quando isso acontece (ah, e fora que repassei os 5 anos de vida do me filho, pensando no que teria feito diferente se soubesse lá atrás o que sei hoje. Sei que esse tipo de questionamento só serve se for aprendizado pro futuro, mas é inevitável para mim).

Primeiro, o investir na ciência lá de fora, e esquecer completamente da ciência aqui de dentro. O ser humano atingiu níveis incríveis de conhecimento científico, e ainda está engatinhando no que diz respeito às relações humanas. Não acolhe a vida e morre de medo da morte (desse jeito mesmo), pleiteia um mundo feliz, sendo que desde cedo o que mais faz é matar a felicidade, já que ela está intrinsicamente ligada às coisas simples. Mas o que é simples já não tem tanto valor. Ou não tinha. As sementes de um novo pensamento estão brotando.

Depois, do senso de comunidade. Como pais, como nos sentimos sós! E não falo de gente em volta, porque de nada adianta um bando dizendo o que deve e o que não deve ser feito. Falo de acolhimento, de aceitação, de cooperação. Quantas vezes eu quis que alguém me dissesse que estava tudo bem, mesmo parecendo não estar, e hoje, como gostaria de ser menos julgada, até para pode não me julgar tanto. E como faz falta nos preocuparmos com o todo, como diz no filme: o mundo vai ser mais ou menos difícil para nossos filhos, conforme o fazemos hoje mais ou menos difícil para os filhos de todos. Somos todos parte. De tudo.

Por últimos, dos papéis – essa coisa do paizão que troca fralda. Como ainda temos que evoluir em tanta coisa, não é mesmo? Policiar o modo como julgamos os outros pode ser um bom começo. Porque quem disse que qualquer coisa nessa nossa vida TEM que ser ASSIM? Se liberdade é poder dizer não, desejar a liberdade é querer decidir, tomar rédeas, e faz parte disso libertar-se dos padrões impostos pela sociedade. Ou não. Mas permitir-se escolher. Cada caso é diferente, cada maternidade e paternidade é diferente, assim como cada indivíduo o é.


Sei que essa é uma análise muito minha, muito pessoal. E que o melhor sempre vai vir de trocar essa minha opinião com outras opiniões e crescer juntos. Mas depois de ver o filme, me deu uma vontade de silenciar para ver se ouço menos os estrondos e se deixo mais espaço para novas sementes germinarem em mim.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Se você observar...

... vai ver que existe mais gente boa do que ruim.

Se você observar, vai entender um bocado de coisas sobre as pessoas, que muitas vezes não mostram o que são de verdade, e não é porque elas não querem, mas porque não sabem ou porque têm medo ou porque não se sentem amadas ou porque não acreditam que isso trará algo de bom para suas vidas.
Se você observar, vai entender que a natureza realiza trocas constantes com o ser humano e que ela só nos dá aquilo que damos a ela -  e há quem ache que ela não é nada inteligente, imagine só.

Se você observar, com os olhos fechamos, ou mesmo somente em silêncio, vai perceber que existe um universo infinito dentro de você, que normalmente é ignorado e onde habita uma riqueza infinita de entendimento da vida, que só é ativada quando se perde o medo de si mesmo.

Se você observar, vai entender que nossos costumes (e o modo como a gente anda, fala, se veste, se penteia, se maquia) acontecem mais ou menos em ciclos, são respostas coletivas aos acontecimentos que regem a nossa sociedade, e é por isso que falamos, de vez em quando, “nossa, eu usava isso quando adolescente”, e rimos, porque até o ciclo se completar, aquilo era totalmente patético. E agora é um novo hit.


Se você observar, vai notar que tem muita gente buscando respirar mais, estar mais ao ar livre, usar roupas de origem natural e sem ser animal, alimentar-se de forma consciente, praticar yoga ou algo que a conecte com a natureza e com seu interior, buscando um estilo easy going de viver.

Se você observar, existe mais informação, e cada vez mais conteúdo de qualidade (em detrimento de uma década de empobrecimento da notícia e, consequentemente, do conhecimento comum), sendo veiculada sobre tudo nas redes sociais, exigindo que as pessoas se conectem, leiam com mais diversidade, busquem mais, interpretem mais, ou serão mais do mesmo, compartilhamento oco, blábláblá sem recheio.

Se você observar, verá que mais pessoas afins estão se encontrando, para formar laços que construam, que multipliquem, que gerem o que é bom de verdade.

Se você observar, e falar menos e ouvir mais, se tentar entender, se questionar, se abrir a alma. O que precisa vir até você virá.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Revisitando interesses!

Eu sempre gostei de moda e decoração, tanto que fui aprender o primeiro assunto logo depois de me formar e descobri um campo vasto, muito maior do que o comércio que o representa. Como a gente se veste e se comporta diz muito da nossa época, de onde a gente se encaixa e analisar a indumentária e os costumes é uma foma de ler quem somos. Montar look, então, é mostrar também quem queremos ser. Acho sensacional.

Primeira festa de verdade que inventei e fiz, sozinha! <3 b="">

Já decoração eu sempre levei como um hobbie. Ler, pesquisar, fazer uma coisa aqui, outra ali. E foi uma das coisas preciosas que a maternidade me proporcionou - eu AMO fazer as festas, ajudar nos trabalhos da escola, montar bonecos de sucata e tudo mais. Mas, no fim do ano, depois de muita terapia, eu decidi investir nesse meu lado artístico, rs. E nasceu a A MAIOR FESTA, que faz delicadezas com papel e tecido, pouca grana e muita criatividade, para ajudar quem quer fazer uma festa em casa, na sala ou no jardim. Chá de fraldas também. Formatura e casamento, por que não?


É uma delícia criar e tornar realidade!

Também ando prestando mais atenção em moda ultimamente, e essencialmente porque economizar, gastar de forma consciente, reaproveitar e exercitar a busca da própria personalidade foram surgindo como necessidades. E eu descobri que isso é mesmo divertido! É possível encontrar saídas fenomenais para quase tudo que a gente quer. Basta estar aberto a novas possibilidades!


Eu voltei. Ou será que nunca fui?

Durante essa semana, me chamaram a atenção mais de uma vez para o fato de eu não ter mais um blog. Sim, alguém lia o que eu escrevia aqui. E eu que pensava que era só um diário no qual eu mesma me dava conta de uma série de caraminholas que passavam pela minha cabeça! Vejam só! Bem, tudo mudou, como sempre muda, e talvez haja mais para compartilhar. 


Quem sabe o que esse mundão nos reserva?

Cada vez mais acredito que a missão mais importante desse mundo é espalhar bondade, seja escapando das armadilhas do ego, exercitando a gratidão, prestando atenção enorme em como estamos criando nossas crianças e desenvolvendo cada vez um sentido de permanência - sim, a ansiedade e urgência que a sociedade nos impõe acabam com nossa paz, e é preciso voltar à essência e lembrar de que estaremos muito tempo por aqui, seja entre idas e vindas, seja pela longevidade daquilo que produzimos, seja pelo futuro melhor que construímos. 

Eu aprendi a me comunicar melhor por meio das palavras, falar não é o meu forte, cantar, talvez, mas aí já é uma outra história. Mas escrever, aí sim, é possível. Então, se é assim, aqui estamos nós!

domingo, 4 de maio de 2014

Hoje tem um tema assombrando a minha vida. Não de um jeito ruim, na verdade, mas de um jeito presente. Que idade você tem? Por que essa coisa de idade mexe tanto com a gente e pesa tanto nesse mundo que deveria ser pós-moderno e aceitador (?) da diversidade?

Eu nasci em 1976. Mas podia ter nascido ontem. Tem gente que nasce com 20 e poucos anos porque acorda para a vida. Tem gente que nasce velho, parecendo cansado de tudo e de todos. E tem gente que morre mais jovem do que eu jamais vou ser. Isso fora o fato de que a gente renasce quase todos os dias, já que o sono é uma espécie de morte. E que vamos nascer de novos outras tantas para quem acredita em reencarnação.

Só que a gente inventou essa coisa de viver dentro de uma historinha com começo meio e fim. E é exatamente por isso que o povo morre de pena quando alguém morre “antes da hora”. Ãh? A gente aprendeu a tecer um planejamento – nasce, cresce e morre, do tipo plantinha fazendo fotossíntese. Só que a vida humana não é transformação de estado simplesmente e tem muitos que vivem em um ano o que outros levam uma vida inteira para não viver.

Os 5 primeiros minutos de um filme podem valer o cinema. E um beijo sem fôlego que te deixa tonto pode valer mais do que um ex-namoro de 5 anos. Tudo depende de peso e medida e de como você (escolhe) vê a vida. Um “estou velho demais para isso” te trava, enquanto um “por que não?” abre mil portas. Achar que passou da hora constrói muros, enquanto sempre acreditar que há tempo abre portas. Por isso, tudo depende da sua idade mental.




A duas semanas do meu aniversário, dados os últimos acontecimentos da minha vida, me peguei pensando hoje que não tenho a idade que tenho, ou a que deveria ter (???). Eu brinco sempre que estamos 10 anos defasados na tal maturidade (?). Os 37 são os novos 27, então? Mais ou menos por aí. Afinal, a gente tem a idade dos sonhos, das buscas, das ousadias, dos amores e da fome de vida que tem. E isso pode ser bom ou ruim. 

Bom se for combustível para viver mais e melhor, para se permitir mais, para deixar de lado convenções sociais (I try) e pensar que a vida é aqui e agora. E ruim se for desculpa para zero responsabilidade, especialmente se for com os sentimentos do outro. Eu vou continuar abraçando a parte boa e comendo pipoca na frente da TV, dançando ao som de música boa, rindo de doer a barriga, cometendo pequenas loucuras que deixam a vida mais leve. E rejuvenescendo a alma, a cada ano que passa.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Cadê a criação?

No meu tempo, moda era quase sinônimo de transgressão. Eu lembro que me formei em jornalismo e queria me aperfeiçoar em alguma área. Fui buscar a de publicações, pois eu queria fazer uma revista completa e sabia pouco sobre design gráfico. Depois de fazer a inscrição do vestibular, vi que o curso que eu buscava só tinha entrada seis meses depois. Ou seja, era perder o dinheiro ou tentar outro curso. Fui vendo os currículos e me interessei pelo primeiro semestre do curso de moda, pois ele tinha várias disciplinas em comum com Desenho Industrial. Me inscrevi e passei na prova vocacionada (foram os livros ou eu levava jeito? Rs).

Lá fui eu fazer Moda. Confesso que até entrar no curso tinha um certo preconceito, como quase 100% de quem estava de fora na época: Moda é coisa de modelo. Que nada, me deparei com uma turma maluca, super criativa, éramos incentivados a estudar a arte, a história e a sociedade, para tentar entender os movimentos de comportamento e os caminhos do futuro, para criar pensando na geração de amanhã.
Mais se destacava quem era mais diferente, quem não tinha medo de errar, quem tinha uma veia transgressora forte, que ia além, enxergava o que a maioria não via. Éramos poetas, comunicadores, loucos atrás de tudo que fosse novo e diferente.

E aí eu pergunto: cadê a moda? Cadê a transgressão? Na era dos blogs, o que mais vejo é um monte de menina bonita, com grana e que veste grife. E que dá muita “dica” de tendência, substituindo os cadernos de produto das grandes revistas e dos cadernos de moda dos jornais. São bem maquiadas (cite grifes), bem penteadas (cite profissionais), ganham presentes a toda hora de marcas que elas então sugerem como as “the best”. Só para mim tudo isso parece tudo óbvio e comportado demais?
Nada diferente das vitrines, nada que choque ou que seja estranho em um primeiro olhar, nada que sugira uma ideia totalmente nova e que transgrida o ciclo dinheiro-marca-look do dia. Uma ou outra lembra que pobre também vê blog e dá dica de onde comprar os genéricos da moda, os tais “inspired”.

Tudo chato, sem sentido, muito comportado, muito cachorrinho no colo.

Eu tenho uma afilhada que como milhares de sua geração também adora moda, compras, looks e afins. Eu acredito nela, porque ela ousa. Porque às vezes eu vejo algo que ela sugere ou coloca como inspiração e simplesmente não acho bonitinho. Tem conteúdo ali, tem ideia ali. Sou de uma época em que moda era chamada criação. Mas cadê?

domingo, 30 de dezembro de 2012

O fim ou o começo?

Mais um ciclo termina para alguns de nós. Não consigo parar de pensar que damos importância demais a construções culturais (e extremamente recentes, diga-se de passagem), já que a mudança do calendário acontece amanhã apenas para uma parte da humanidade. Mesmo assim, na meia noite vou estourar espumante, pular sete ondas e comer lentilha sem tocar os pés no chão, vou fazer oração para Iemanjá lavar a entrada do ano, porque eu faço parte disso e toda essa simbologia faz parte de mim. E vou fazer meus agradecimentos e pedidos, silenciosamente, esperando lá no fundinho que realmente a meia noite traga uma mudança.
2012 foi um ano incrível, mas muito difícil. Minha vida (e consequentemente a do Enzo) virou de cabeça para baixo e apesar da loucura toda o saldo é sempre positivo: terminamos mais uma etapa com mais (auto) conhecimento, com saúde, com um mundo de oportunidades pela frente e eu entendendo, cada vez mais, que o desapego é o único caminho da verdadeira felicidade: desapegar das coisas ruins, de situações ou lugares como determinantes para nosso bem estar, de ideias antigas ou pré-concebidas que pouco a pouco começam a provar que não têm mais razão de ser, e também de um status quo que se mostra cada vez mais demodè e fora da nova lógica do ser.
Eu posso dizer que terminei 2012 ainda mais viva. Mais consciente de que as rédeas da minha vida estão nas minhas próprias mãos e que preciso lutar com todas as forças contra o medo, pois é ele o principal freio para a verdadeira felicidade, que não estamos nem perto de conhecer.
Eu peço ao papai do céu que em 2013 meu filho e eu tenhamos muita saúde, muito amor, que possamos receber as bênçãos que chegam cada vez em maior número e que tenhamos alegria nos nossos corações. E que possamos realizar nossos sonhos, nossos projetos de vida. E que possamos ajudar os outros e multiplicar toda felicidade, já que nada adianta ser feliz sozinho.
Amanhã, à meia noite, eu desejo que a luz toque cada\coração, e que ao abrir os olhos na terça-feira, todos estejam se sentindo um pouco mais pertinho daquilo que realmente querem ser.
Feliz ano novo!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Terminou?

So this is Christmas

And what have you done

Eu sempre achei que John Lennon sabia o que dizia. E ele estava certo mais uma vez: então de novo é natal, e o que você fez? Quem você ajudou? De que forma você cresceu como ser humano? Você viveu, se entregou, sentiu, atuou ou apenas trabalhou para o imediato da vida, como a grande massa humana sempre fez?

Todo mundo termina o ano com aquele desejo de que o próximo seja diferente, como se algo sobrenatural de repente e sem uma atuação nossa fosse trazer tudo aquilo que nós queremos, que sentimos falta, que acreditamos ser imprescindível para nossa felicidade. Sem parar um só momento para pensar no que precisamos nós mesmos mudar para que então a vida pareça ter o sentido que almejamos

Quantos séculos de cegueira. E quantos ainda vivem dias no ”piloto automático”, correndo contra o tempo que parece cada vez mais curto, trabalhando intensamente para ter uma vida melhor. E isso significa literalmente ter mais dinheiro. E o que estamos fazendo, nesse meio tempo, para aquele que vai usufruir de todo esse dinheiro?

Esses dias li uma mensagem que cai como uma luva para meu pensamento: a gente compra roupas caras para trabalhar, dirige um carro que estamos pagando em um trânsito infernal para trabalhar, pra conseguir pagar pela casa linda que temos, mas que não temos tempo de aproveitar. Era mais ou menos assim. E qual a razão disso tudo?

Não acho que todos tenham que jogar tudo para alto (embora alguns tenham essa coragem e outros essa missão) e viver na pobreza. Mas acho que temos o dever, entrando nessa nova Era da Terra (e não é o que nós queremos? Um tempo melhor, mais ameno, com menos violência, menos correria?), de imprimir um pouco de humanidade no nosso dia a dia e começar a perguntar lá para dentro: o que eu realmente quero para mim? Que caminho eu quero seguir? O que é realmente importante para mim?

E seguir a voz do coração, mesmo que ela vá contra o que o status quo, sua família, seus “amigos” e todo mundo pense. Porque no fim do dia, quando tudo se cala, a única opinião que vale é a sua. A partir de agora, tudo irá mudar, algumas coisas rapidamente, outras, nem tanto. Mas a vontade de ouvir a si mesmo será insuportável e acredito que começaremos a nos surpreender uns com os outros. Positivamente.

Afaste-se de quem te faz mal, mas vibrando amor. Una-se com aqueles que pensam como você. Caminhe dentro do bem e seguindo sua voz interior. Cada dia será melhor, cada ano será melhor. Pense seriamente no futuro que você quer para o seu filho e tome atitudes agora que o construirão. É chegada a hora. A paz está a caminho para aqueles que a desejarem não apenas internamente, mas através de suas ações e decisões pessoais e coletivas.

Chega de medo, o medo trava, paralisa, é a arma da escuridão. Medo é o oposto da fé, e a fé é a chama que nos mantém conectados com o todo. Basta querermos e soltarmos a corda que nos prende ao passado. O mundo não vai acabar, ele já está se transformando.

Let's hope it's a good one
Without any fear

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

É AMANHÃ!!!

Okok. Me peguei aqui pensando no turbilhão de novidades que invadiu minha vida nesses dois últimos anos. Cansaço, preocupação, atenção redobrada, esquecimentos (que me perdoem os amigos), correria - que juntos (só quem é mãe sabe que sim) se traduzem em uma retumbada FELICIDADE. Há exatos 2 anos esse dia pareceu infinito, do tipo chegava quarta mas não chegava terça feira. E minha mão não saía da barriga, antevendo que aquele seria o último dia em que ele seria só meu, pois a partir de 09.11.10 às 18:25, Enzo passou a ser do mundo. Estou nervosa como há dois anos e minha felicidade renasce a cada dia com os dois olhões brilhantes que me acordam dizendo mamãe. CORUJA

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Criança da nova era

No final de semana, procurando por alguns títulos de livros para comprar, acabei me deparando com alguns textos falando sobre as crianças da Nova Era, um tema que me fascina. E li algo que me deixou seriamente preocupada.
Antes, um comentário: as informações que nos chegam de todos os lados certamente já vêm de uma nova consciência, mas é preciso que mudemos muito ainda nosso nível de compreensão para entende-las e para separar o que realmente importa para nossa vivência atual.
Por que eu estou falando isso? Porque li uma crítica a um texto que informava que 90% das crianças do planeta (ou que estão chegando ao planeta, não me recordo da exata expressão) são crianças de Jesus (como se as outras e todos nós não fôssemos), índigo, cristais etc. 90%? Não concordo 100% com a crítica (http://www.voadores.com.br/site/geral.php?txt_funcao=colunas&view=4&id=142), achei um pouco dura. Mas concordo totalmente que estamos usando a informação recebida para disfarçar ou justificar nossas compensações, como se agora: “ufa, meu filho pode ser especial como eu sempre quis e eu posso me desfazer de todas as responsabilidades com sua educação, já que posso aceita-lo como é e não tenho que impor comportamentos”.
Uou, espera aí: de onde veio essa suposta entrega a uma “nova forma de pensar e agir”, travestida de nossos erros? Ou seria o contrário? Vou dizer no que eu acredito para quem estiver lendo entender minha opinião: eu sou espiritualista, acredito totalmente que estamos vivendo uma mudança energética no planeta, que nossas percepções estão sendo ampliadas e que os espíritos que estão chegando sabem mais do que nós (ainda bem, né?) vão nos ajudar nessa mudança. Como diz o Lázaro: se os que desencarnam são mais sábios do que antes, porque os que encarnam não seriam?
Também acredito que é preciso quebrar com paradigmas ultrapassados e que nos foram impostos por milênios, para que saibamos viver nessa nova etapa de energia. Precisamos, com isso, criar novas formas de ensinar e educar, entender que a velha regra do ”cala boca que quem manda sou eu” já não serve para explicar a necessidade de aprender a conviver em sociedade e a entender a vida e a preservar as relações e o planeta. Para mim, estamos sendo obrigados a isso, pois as almas questionadoras que estão chegando nos obrigam a repensar valores e regras. E refazê-los, não eliminá-los. Deu para entender?
Conviver em uma nova etapa astral não significa ser permissivo e esquecer de olhar para dentro e entender o que de nosso comportamento é na verdade provocado por medos, ansiedades, faltas, desejos reprimidos e o que é mesmo uma imensa vontade de fazer diferente. Não significa deixar de pensar que ações nossas vão causar danos futuros aos pequeninos. Não significa ser isento da necessidade de separar o que é desculpa para um comportamento nosso que é criticado socialmente e o que é, na verdade, uma escolha consciente de mudar a maneira de educar.
As crianças das estrelas, como são chamadas, na minha humilde opinião, nada mais são do que espíritos de outras esferas, designados para trazerem para a Terra novas formas de pensar e agir. Perfeitos eles não são, pois isso significaria que chegaríamos a uma esfera de perfeição, o que não é verdade. Evoluiremos, sim, mas ainda teremos que conviver com nossas imperfeições, nossas e deles. E por isso mesmo, pela inteligência mais apurada que nossas crianças trazem, é preciso ser mais presentes na educação deles, mais atentos às nossas próprias ações, que servirão de exemplos de vida para os futuros adultos na nova Terra.
Como ainda somos limitados! As informações são novas, mas a interpretação continua velha. Vamos acordar, minha gente! Índigo, cristal, safira, rubi etc. Sejam de que origem e cor nossos filhos forem, apesar de precisarem de mais espaço, mais flexibilidade, eles ainda carecem do conjunto educação–exemplo–presença–amor–limites para serem adultos saudáveis e aptos a manifestar totalmente seus poderes estelares. Pronto, falei.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

OK, OK, PODE RESPIRAR!!!

E então, a grande mudança aconteceu, como previsto. Mas, ao contrário do que alguns podem pensar, ela não foi planejada. Intimamente, como era de se esperar da minha alma taurina/pisciana, eu desejava permanecer onde estava. Porque tudo parecia estar se encaixando, finalmente. E tudo estava confortável – Enzo na escolinha, perto do pai, Eu trabalhando, numa casa adorável, morando com meu maninho Marcus e relativamente à vontade com tudo na minha vida. Eu sentia uma solidão latente (e será que ela não segue existindo) por estar longe de grande parte dos meus – família, amigos do coração. Mas dava para lidar e eu já estava com planos para diminuir a distância. Mas neles não estava uma mudança total de vida. Mas aconteceu.
E aí foi assim: numa semana recebi o convite para conversar, na outra semana fui chamada, na outra já estava trabalhando. Nesse meio tempo rolou uma mudança mesmo – me desfiz, sem brincadeira, de 60% do que eu tinha, e ainda fui xingada pelo meu irmão: “pô, como tu tem coisa de cozinha”, rsrsrs. Deixei eletrodomésticos, móveis e até a cama nova (buááááá). Mas que bom que ele ficou com uma casa praticamente montada! Tropeços e falta de dinheiro à parte (bancos, obrigada incrivelmente pela greve NESSE EXATO MOMENTO! Grrrrr) o pior foi fazer os 40% das coisas que sobraram, minhas e do Enzo, caberem em um quarto (que ainda tem todas as roupas da mama) e achar a escolinha ideal pro meu filhotinho.

Por ideal leia-se: a melhor estrutura e a mais perto do trabalho – sim, porque com tantas mudanças na vidinha dele, quanto menos tempo ele precisasse ficar longe de mim, melhor, né? E consegui (Ufa!) – o lance agora vai ser pagar, mas aí entra a ajuda abençoada do pai dele, of course – e, como o picutuxo tinha ficado 1 mês grudado em mim, o difícil foi a nova adaptação. Chorar na entrada da escola era algo que ele já fazia. Mas ele descobriu outra maneira da mãe ficar, digamos, totalmente arrasada: parou de comer! De berçário 2, pelo desenvolvimento dele, passou a Maternal I aqui em Floripa. E a comer de tudo, sem aquelas coisinhas de bebê. Fora isso, ele sacou que eu fiquei mal, muito mal. E aí, já viu.


Só na bolachinha, só no santo Nutren, e em casa: comendo de tudoooo. Sacanagem, filho, vai ser esperto assim lá em casa, viu? Levei no pediatra, ele está ótemo, perfecto, incrivelmente inteligente o bichinho. Receita de florais para aceitar mudança e diminuir o medo do novo. E uma semana depois: já há indícios de almoços e lanches (de sucrilhos, vejam só) na escola, e um tímido “tia Deuba (Débora)” junto com mamãe, vovó e bisa. As mulheres da vida dele, rs. Já foi ajudante de turma, se vestiu de primavera e fez bolinhos de areia. PARA TUDO: MEU FILHO BRINCANDO DE BOLINHO DE AREIA? Estou no paraíso.



Claro que não estamos, nem ele e nem eu, 100% adaptados. Há muito ainda que aprender, que refazer. Sei que cada vez que ele vê o pai no skype a saudade só cresce e torço prá logo eles poderem se ver pessoalmente. Mas como eu disse: fomos empurrados para essa situação. Não foi planejado – até porque eu não planejaria algo que seria tão sofrido assim. Mas apesar de tudo, vejo meu menino tão esperto, falando de tudo, comendo sozinho, super independente (tá, menos, Katiuscia), convivendo com a prima, com os tios. Tudo tem um lado bom, uma compensação, né? E esto aprendendo a entender que sempre estamos onde temos que estar, vivendo o que temos que viver para aprender o que devemos aprender naquele momento. Basta aproveitar a oportunidade e crescer. Amanhã sabe Deus o que nos está reservado.



Filho: te amo mais que a mim. Obrigada por ser esse raiozinho de sol na minha vida!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Vida longa à nova vida!



 

Se eu pudesse resumir os últimos 9 meses da minha vida, a palavra seria MUDANÇA. Minha vida e da minha mais preciosa companhia, o Enzo, que completa no próximo dia 09/08 seus 1 ano e 9 meses, que passaram muito, mas muito rápido. Antes do Enzo nascer, não que tudo era só calmaria, mas as mudanças eram morosas, demoravam a acontecer. E embora eu sentisse às vezes a necessidade desse movimento, eu sentia medo de mudar; havia uma sensação estranha de perda relacionada à mudança.

Nesses meses que se passaram desde outubro do ano passado, a verdadeira gestação de uma nova vida, o que menos senti foi medo de mudar. Em contrapartida, as mudanças vieram a galope, uma atrás da outra. A cada semana algo acontece, muda a direção. Mais ou menos nessa ordem, vivemos uma separação, uma mudança de casa, uma viagem de férias (a primeira desde muito tempo), uma internação hospitalar por causa de uma urticária gigante (da qual até hoje nenhum médico descobriu a real causa), outra mudança de casa, e uma nova internação por causa de uma queimadura com água quente (a maior dor da minha vida, vale um post sobre isso no final).


E quando tudo já parece ter acontecido, eis que me vejo agora em busca de um novo caminho profissional, que pode nos levar sei lá para onde. Mudanças. Uma atrás da outra. E nenhum medo. Nenhuma sensação de falta de ar, ou de vazio no peito, sequer uma palpitação. Ao contrário, uma certeza de que as coisas caminham para onde elas realmente deveriam estar. Podem me chamar de louca.

E nesse meio tempo, Enzo e eu aprendemos muito, com a própria vida e um com o outro. E crescemos muito, ele mais do que eu, claro, rs. Brincamos, rimos, nos divertimos, choramos juntos, ele levou bronca e eu fui depois chorar escondida, rs. Me senti sozinha muitas vezes, mas muito livre em outras. Precisei de ajuda, pedi ajuda, tive ajuda (às vezes não). Senti falta da minha mãe, da minha vó, dos meus irmãos. Até que um deles veio morar comigo (outro bom companheiro de viagem, o Marcus, dindo do Enzo). Mas continuei sentindo falta de todos os outros também. Sou uma menina de família, e daí?


E faltou dizer que também passamos pela experiência da morte. Para mim, de uma maneira como nunca havia acontecido – tão presente, tão consciente, tão triste e tão bonita. Meu tio Xandi, meu irmão mais velho, deixou esse plano e foi fabricar boa música e sorrisos do lado de lá. Chorei muito, até mesmo de felicidade por ter tido o privilégio de ter uma pessoa assim na minha vida. Dessas que deixam saudade.


Foi uma gestação bem movimentada, mas descobri que a maternidade me fez mais serena e forte. Criança dá trabalho, mas é tudo de bom. Para quem, obviamente, está disposto a desempenhar mesmo o papel de mãe/pai.

Sobre o maior susto da minha vida
Enzo não é um bebê mexeriqueiro. Normalmente brinca com as mesmas coisas, é até um pouco metódico às vezes. Descobri da pior maneira que isso não é tão bom assim, porque nos faz relaxar e esquecer que criança é uma caixinha de surpresas e que cresce muito rápido. Um belo dia, do nada, coisa que nunca tinha feito antes, meu pequeno se estica de um jeito que nunca mais fez (vai entender) pra alcançar nada, e com a ponta do dedinho puxa a bacia com água quente onde eu esterilizava os bicos de mamadeira e as chupetas. Eu nunca tinha feito isso com ele acordado (era sempre a última tarefa do dia), então nunca tinha me preocupado – de qualquer forma, ele NÃO ALCANÇAVA naquela altura até então. Ah, nem vou explicar mais. Foi o pior pesadelo, a pior noite da minha vida inteira até agora. 7 dias de internação – a única coisa boa é que os bebês tem uma recuperação fenomenal, então o que passamos depois foi mais o estresse de estar no hospital, os frequentes medicamentos e o medo que ele passou a ter do banho (porque o primeiro foi bem traumático). Mas hoje as marquinhas são bem leves e, segundo os médicos, com filtro solar e longe do sol, até o fim do ano não devem mais existir. Cuidados triplicados (sem surtar, claro, porque criança é criança), experiência cumprida. Agora um tempinho de calma, por favor?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O tempo voa...

... eu fiquei muito tempo sem escrever. Boa parte dele porque simplesmente eu não sabia o que dizer. Tanto aconteceu, e ficou difícil expressar em palavras - mesmo para mim, que falo tanto, rs. Mas hoje eu fui atualizar um perfil profissional e lá estava o endereço do blog. Entrei e pimba: me apaixonei de novo pela idéia de escrever. Só escrever. Pela milésima vez, me apaixonei pela expressão. E decidi ao menos colocar aqui esse insight Divino. Prá dizer que vou tentar resumir - primeiro na mente - tudo que quero dizer desse tempo todo. E aí eu vou escrever. E postar foto nova do meu sol particular, porque eu continuo sim, irremediavelmente apaixonada pelo meu filho. Até!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Da escolinha e suas viroses

Eu demorei para escrever. Muito, eu sei. E há tanta coisa passando pela minha cabeça esses dias que vou ter que dividir os assuntos. Isso se conseguir. Se não conseguir, vai tudo misturado aqui mesmo, rs. Pensei, repensei, pensei de novo. Prós, contras, opiniões alheias, bem estar dele, meu bem estar, bem estar financeiro da casa, tudo, tudo, tudo. E decidi colocar o Enzo na escolinha. Finalmente. Parece que ele estava até pedindo isso, sabe? Querendo mais atenção, novas musiquinhas, mais passeios. Do tipo: e aí, mamãe, vamos ficar nessa coisa nana nenê quanto tempo? Rs.

Foi mais de um mês de escolha. Pesquisa. Opiniões de novo (sempre, né? Rs). E a relação atenção com as crianças + proximidade de casa deu o primeiro lugar no podium para a Castelo Encantado. As tias são umas fofas e consegui vários depoimentos de mães cujos babies estão lá há anos, e desde bem cedo, e adoram. E depois de muito sofrimento (meu, óbvio), chegou o fatídico dia da adaptação. Resumindo - 1º dia: chororô + 1 hora de brincadeiras; 2º dia: chororô + 2 horas de brincadeiras; 3º dia: chororô + 3 horas de brincadeiras. Até que a tia disse: “ele chora 5 minutos e o resto do tempo fica bem, pode deixá-lo o período todo aqui”. Cara da mãe: :O

Aí, quando estava me recuperando do trauma de “meu filho não me quer mais”, eis que ele começa com uma diarréia feroz, de causar assadura (a primeira da sua vida) feia e febrinha. Médico = VIROSE! Caracas, me disseram que indo prá escolinha ele começaria a ter viroses, mas assim, na primeira semana? Nem bem passou meu trauma de adaptação de escolinha começa o trauma de primeira virose do filho??? Vou te contar, viu. E pior: a coisa cada dia tinha um sintoma diferente. Moral: no fim, virou uma faringite. “E ele tá com bastante secreção no pulmão, viu, mãe, então vamos dar antibiótico”. Ah tá, suuuper cool.

Imagina seu filho, todo cuidadinho durante 9 meses, leitinho materno, nada de gripes e resfriados, no máximo febres de vacinas e diarréias de dentes nascendo, vai prá escolinha, pega virose, fica magriiinho e com aquele olhar paraaaado. Morri.......

....... pronto, nasci de novo. Sim, porque virose passa. A gente tem que ter paciência, acordar mil vezes de madrugada (e olha que dizem que são só os primeiros meses de vida do bebê, rs), dar os remedinhos, e esperar. Ah tá, morrer um pouquinho a cada dor, cada febre, cada choro. Mas acordar no dia seguinte no salto da alma, pronta prá mais uma. E o que é pior: dá aquela vontadezinha de “já que foi assim melhor não ir prá escolinha, né?”. Mas não, há que ser forte e destemida e lembrar que é preciso pagar o leitinho do baby e as fraldas e lenços umedecidos e pomadas e roupas e sapatos e guardar dinheiro prá faculdade dele, e levá-lo de novo à escola.

E lá fui eu, bravamente. Me consolando: ele vai chorar, tá? Porque ficou a semana inteira grudado em você, então ele vai chorar muuuito. Aí eu entrego ele prá tia, chororô, portão se fecha. E cadê o chororô??? Cadê os berros da criança que não pode viver longe de mim? Cadêêê??? Rs. Moral da história: eu estou aqui desconsolada, tentando me concentrar no trabalho que não é pouco, depois de uma semana que me consumiu a alma (estou, literalmente, um lixinho ambulante, rs), e ele deve estar lá rindo e brincando com os amiguinhos. Porque obviamente se não fosse assim a escola teria ligado. Teria, né? :}

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vaca leiteira

Uma das coisas que mais me atormentavam durante a gravidez era a amamentação. Eu tinha pavor de não ter leite, mas também tinha um medinho do desconhecido que era amamentar. Será que eu conseguiria? Iria doer muito? Iria doer para sempre? Será que o Enzo iria engordar só com o meu leite? E muitos serás mais.

E com a ajuda de muita leitura + curso para gestantes do Santa Catarina + minha mãe segurando minha mão + creme passado pelo obstetra + o maior amor do mundo = eu virei uma verdadeira vaca leiteira com meu bezerrinho grudado no peito, primeiro a cada 2 horas (porque ele era magrinho e eu tive que incentivar a mamar bastante), depois a cada 3 horas.

Amamentar é algo ímpar. Inesquecível!

E o processo foi mais estressante mentalmente do que fisicamente, porque tive pouquíssimo tempo de dor, mas tinha que tirar a primeira parte do leite manualmente para que o Enzo mamasse o leite gordo e ganhasse peso rapidamente. E funcionou. E foi tudo lindo. E eu amei amamentar, foi uma das experiênciais mais incríveis e plenas da minha vida. No terceiro mês ele ganhou 1kg. Só mamando no peito! E eu rindo à toa...

Mas eu disse amei porque acabou. Um belo dia seu filho olha para você e diz: mamãe, não quero mais seu peito. Ok, ok, não foi bem assim (rsrsrs), mas ao contrário do que eu previa, situações e circunstâncias (nenhuma delas ruim, graças a Deus) nos levaram ao desmame. A decisão, a forma como aconteceu, confesso que para uma mãe taurina foi um choque. Ainda bem que faço terapia, rs.

Gente pequena que já sabe o que quer...

Intimamente, eu queria continuar. Eu achava que continuaria ao menos pela manhã e à noite, mas o Enzo é de uma personalidade forte, e para ele, ou era tudo ou nada. Moral da história: hoje, depois da poeira baixada, todos tranquilos, ele mama bastante NAN PRO 2. E adora. E está lindo, feliz.

E sei que isso foi o começo de um processo de independência que estava batendo na porta de tão necessário, sabe? Imaginem assim: minha família mora longe, aqui é São Paulo, então a família daqui e os amigos moram longe também, e o Enzo passa 24 horas da vidinha dele comigo. E algumas horas por dia com o pai, claro.

Nós nos divertimos muito, ele e eu. Saímos todos os dias para uma volta, eu não deixo de fazer quase nada por ter um filho: ele se acostumou desde cedo a mercados, shoppings, metrôs, e até ao escritório. Mas aos 8 meses, a criança começa a entender que ela é algo separado da mãe, que não somos a mesma coisa, e aí ele estava começando a não querer mais ir com ninguém, especialmente quando estou por perto.

A gente é parceirinho, sabe?

Talvez não tenha muito a ver (já que não sou eu a psicóloga), mas acho que o desmame está nos ajudando a entender que estar longe dá saudade, mas não mata (rs). Ele, de forma mais consciente, e eu lá no fundinho da alma.

Semana passada Enzo praticamente passou um dia só com o pai. Saiu, passeou, tomou mamadeira, comeu mingauzinho. Tudo com o pai. E tranquilíssimo. Fiquei tão orgulhosa! Nós já tomamos a decisão: em breve o Enzo vai para a escolinha meio período, para conviver com outras crianças, brincar bastante e gastar energia. Confesso que está cada vez mais difícil dar a atenção que ele precisa – imagina quando ele começar a andar (e juro, não deve demorar, rs)!

Vai dizer que não é precoce esse guri? rs

Sei que cada mãe passa por algo único e especial à sua maneira. Tem aquelas que amamentam muito, facilmente e até os 2 anos de idade do bebê, tem aquelas que não conseguem amamentar por falta de leite ou pela dor que sentem, tem aqueles bebês que não pegam o peito de jeito nenhum e aqueles que sofrem para desmamar. Cada caso é diferente, já que estamos falando de seres humanos, únicos e individuais, mesmo que em miniatura, né?

No meu caso, posso dizer de carteirinha: foi lindo, melhor do que eu sonhava, sinto uma saudade imensa de ter meu bebezinho se alimentando no meu peito e cada vez que olho uma foto ainda me emociono (acho que vai ser assim para sempre, será?). Mas confesso que essa nova fase também está intensa e estou bem feliz. Agora o Enzo pode ser alimentado por outras pessoas, e isso diminui minha ansiedade e preocupação. E ele está entrando numa rotina legal e comendo muuuita fruta, alguns cereais e as papinhas salgadas.

Depois de cortar o cabelo, com cara de homenzinho. Eu morro, né? rs

Ah, e antes, a hora de mamar era um chororô só, ele queria e tinha que ser naquela hora e pronto, só relaxava mais quando estava passeando. Agora noto que ele mostra fome, mas não chora mais. Só se ele vê a mamadeira e a gente fica viajando e demora prá por na boca. Ele continua um bezerrinho, rs.

Quanto a mim, na prática há um lado bom e um ruim. O bom é qe posso usar TODAS as minhas roupas, antes era um tal de blusinha de botão só, rs. Ah e posso passar creme e óleo no corpo todo sem tirar para amamentar. O lado ruim? Lá se foi meu silicone natural, rs.