quarta-feira, 13 de abril de 2011

Radarzinho

A Tati e o Pado (tios avós do Enzo, óh!) vieram pra Sampa pro show do U2 (uau) e aproveitaram pra conhecer o Enzo antes da muvuca do casamento do ano (Tiko e Dani, os próximos na lista da cegonha, se Deus quiser). A Tati apelidou o Enzo de radarzinho, segundo ela porque ele fica atento, prestando atenção em tudo, com a cabecinha pra lá e pra cá.
to devendo uma foto da Tati, elas ainda estão na máquina :(

Eu sempre soube que ele era esperto, mesmo ainda não conseguindo desvirar depois de cansar de ficar de bruços, rs. Mas depois disso, comecei a prestar mais atenção ao jeito dele aprender as coisas (a gente, leia-se mãe, que fica junto direto, acaba deixando passar certas análises, é bom ter referências externas). E preciso dizer: como o cérebro humano é incrível! Que Divina criação que ultrapassa todas as barreiras e avança continuamente...


O Enzo acaba de completar 5 meses. Só cinco meses, no mínimo 2 deles passados mamando e dormindo apenas, e ele já mudou tanto! Já aprendeu tanta coisa, já fica nos imitando às vezes, fica vidrado vendo a gente comer ( vai ser bom garfo o gurizinho e tenho cá com os meus botões que vai amar pipoca!), gargalha, se irrita, pede colo, e parece que ontem mesmo ele ainda estava na minha barriga!!!


O David que ama, porque a interatividade é cada vez maior e hoje temo dizer que ele quase ama o pai tanto quanto a mim. Eu disse "quase", rs! Ele tem preferências claras (carros e cachorros, por exemplo, e ama banana, que só perde pro leitinho da mamãe), personalidade, charme, manias.


Eu sempre gostei daquela marca de roupas infantis MINI HUMANOS, e pensando bem, a sensação que dá ao ver nosso filho evoluindo tão depressa é essa mesmo, de que temos um mini humano em casa, fofo, cheiroso, risonho e comilão. E a grande aventura segue, sempre melhor.

Conclusão: não há monotonia quando se tem um bebê, todo dia é dia de primeira vez!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Doce rotina

Um dia uma mulher levantou revoltada com o marido e decidiu queimar sutiã (calma, eu sei que não foi assim, esse texto é só uma brincadeira). Achou que seria mais fácil sair para trabalhar - os outros que cuidem da casa, da roupa, dos filhos. Mal sabia ela que estava criando uma coisa chamada multifunções (alguém mais detesta a propaganda daquela marca que fala que é feita para a "multimulher"?).
Ao invés de trocar, agregamos. Em busca de liberdade de escolha, criamos um padrão inatingível de perfeição - que pode não ser totalmente exteriorizado, mas vive como um monstro dentro do nosso inconsciente. Eu tenho que ser profissional, mãe, mulher e, sempre, não adianta dizer que não: dona de casa. Mesmo aquelas que têm a vantagem de contar com a ajuda de uma secretária do lar (antigamente conhecida como doméstica, rs) precisa ditar regras, coordenar o trabalho, fazer compras ou ao menos listar o que é necessário. Não adianta: mesmo chegando em casa depois de um dia estafante de trabalho, você ainda terá que dar uma olhada na casa para ver como está tudo.
Ok, ok, eu sei que muitas famílias estão mudando isso, vários pais estão ficando em casa para cuidar dos filhos enquanto as mulheres vão à luta no competitivo mercado de trabalho (onde, diga-se de passagem, elas ainda ganham menos do que eles na mesma função). Mas o problema nem sempre está no que se pode ver. Enquanto as mulheres não aprenderem a relaxar e fazer suas escolhas sem seguir padrões pré-estabelecidos, o problema vai continuar.
E ele se chama estresse, ou síndrome da fadiga crônica, ou síndrome do pânico, ou simplesmente "estou arrancando meus cabelos"... a gente se obriga a ser uma mãe dentro dos padrões, vencer todos os prazos do trabalho, deixar a casa impecável e ainda estar com a unha feita, o cabelo escovado e com o tratamento anti-celulite em dia.
Esses dias eu estava vendo a nova novela das oito e a Camila Pitanga, uma diretora de marketing bem sucedida que engravidou do peguete que não quer saber de compromisso, estava destilando seu fel sobre sua condição de mulher jovem, bonita e bem-sucedida - aliás, ter sucesso no trabalho, segundo ela, extingue as poucas chances de uma mulher encontrar um parceiro. E ela, que conquistou tudo que uma feminista de folhetim poderia querer (inclusive uma produção independente), revela que na verdade o que sempre quis foi encontrar um amor para compartilhar a vida: "ficar velhinhos juntinhos, sabe?".
Então porque cargas d'água ela foi fazer faculdade sozinha na cidade grande e foi galgando tantas posições em empresas de vários tamanhos, numa sede de sucesso, se tudo que ela queria era casar e ter filhos? PORQUE SE VOCÊ NÃO FIZER ISSO, HOJE, É CRITICADA. Pronto, falei.
Aí, a gente vai empurrando as adolescentes para serem protagonistas de histórias que elas não amam, não desejam, não querem. Como a gente faz isso? Através de papéis femininos que estão estampados nas revistas (desde aquelas para molequinhas), nos livros, na televisão, no cinema etc.
A outra lá também é uma mulher de sucesso, se apaixona pelo Tarcisão (que velho bonito, né? Afe), mas não pode beijá-lo em público porque isso vai torná-la fraca aos olhos dos colegas. Como diria minha amiga Anita: o que é isso, colhega? E o direito que tanto desejamos lá atrás de ser e fazer o que bem entendermos?
Enfim. Por causa disso tudo, hoje eu acordei, lavei roupa, alimentei meu filho, troquei fralda, fiz café, lavei louça, alimentei os cachorros, limpei o quintal, vi meus emails, enviei questionários a clientes, escrevi meio texto já e aí parei para colocar isso tudo aqui. Detalhe: ainda são 10:12h!!!
Depois não sei porque fico acabada antes das 21h. Um lixo... ontem eu disse pro David que to precisando de um dia de princesa. Ou seria um dia de rainha... do lar? rs


Retirado do www.babycenter.com.br

terça-feira, 15 de março de 2011

Criança nota 10

Logo que o Enzo nasceu e minha cabeça fervilhava com tantas dúvidas sobre desenvolvimento infantil lembro que alguém me disse: os seres humanos são diferentes, únicos, cada um tem seu tempo, seu jeito próprio de aprender e crescer. Porque a primeira coisa que mãe de primeira viagem faz é pesquisar o desenvolvimento "certo" de um bebê mês a mês e comparar seu filho. Nada pior do que isso para a sanidade mental e emocional de uma pessoa.
Entender que os bebês são seres humanos (sim, porque por um tempo a gente acha que eles são uma "classe" à parte, com um universo de possibilidades diferentes, e quer enquadrá-los em padrões, esperando que eles façam tudo que outros bebês fazem ao mesmo tempo e do mesmo jeito) foi um bálsamo na minha vida.
Mas confesso que o ideal seria se todos entendessem isso. Porque a gente encontra outras mães e até pais e as perguntas se repetem: O seu já faz isso? O seu já fez aquilo? Ele ainda não começou com isso? Chega ao ponto do seu bebê ser avaliado e de nos questionarem sobre o que a pediatra fala sobre determinada coisa.


O Enzo é uma criança saudável, graças a Deus. Talvez por ter sido "tirado" antes, ele nasceu com 38 semanas (lembrando: de cesárea porque eu estava com a pressão alterada e ele tinha chegado a um bom tamanho para o parto), alguns detalhes do desenvolvimento vão acontecer um pouco mais tarde.
Inclusive os sites (os mais sérios, ao menos) sempre têm, ao final de qualquer texto, o lembrete de que cada criança é única e que o que se diz sobre aquela idade é sempre uma média, nunca uma determinação. Especialmente, por exemplo, para crianças prematuras.
O Enzo certamente pode demorar um pouco mais para fazer certas coisas do que a Lavínia, por exemplo, dos fofos Letícia e Daniel, que tem 2 semanas a menos mas nasceu de parto normal e, se não me engano, com 41 semanas. E tem mais, minha sobrinha e afilhadinha linda Maria Cecília tem 1 ano e 5 meses e fala um monte de coisas. Vira prá vovó e pede: "qué vê o pábo", pedindo prá minha mãe colocar o CD dos Backyardigans. O meu priminho fofo, João Francisco, é alguns meses mais velho e não fala tanto. E os dois são normais, saudáveis e maravilhosos. Cada um aprendendo as coisas a seu tempo.
Não dá prá julgar o desenvolvimento infantil baseado em padrões pré-estabelecidos. É preciso levar em conta o histórico do próprio bebê, o que ele aprende mês a mês, os estímulos que tem etc. A Maria Cecília (tá bom, vai, minha fofinha é meio precoce, rs) tinha praticamente todos os dentinhos com 1 ano de idade. A Sophia, da Sara e do Carlos, acabou de completar 1 ano e tem apenas alguns deles. Novamente: duas crianças saudáveis com momentos diferentes para atingir metas de desenvolvimento.
Se a gente ficar se impondo padrões, pressionando a nós mesmos para que nossos filhos aprendam tudo antes, sejam os primeiros da classe, estejam sempre dentro da descrição do que faz uma criança da sua idade, corremos o risco de tirar deles o que de melhor tem a vida: a espontaneidade de cada um.
Eu sempre penso na minha própria história: eu vivi a minha infância e adolescência tentando ser sempre a melhor da classe. Estudava demais, queria aprender antes dos outros. Até me ver adulta, cheia de dúvidas sobre se aquele comportamento tinha me dado o que eu queria de verdade. Meus professores queriam que eu fosse médica, para aproveitar a vontade e a facilidade de aprender. Eu fui ser jornalista (e vamos combinar, ninguém precisa ser CDF para ser jornalista).
Sou feliz escrevendo. Mas demorei para entender que o processo do estudo em si é que deve ser divertido, e não atingir sempre o nível máximo do aprendizado. Vou tentar agir com outra filosofia na educação do meu filho. Não importa se ele está um pouco abaixo do peso, se ainda não aprendeu a virar de bruços sozinho, se ainda não consegue engolir direito as frutinhas amassadinhas. Importa se ele aprende as coisas a seu tempo, se está saudável e é feliz. O resto é uma questão de viver, dia após dia, cada conquista, que é única e especial.


Tem coisa melhor do que isso???

quinta-feira, 3 de março de 2011

A primeira gargalhada

Um dia a gente descobre que está grávida. A primeira coisa que muda é sua sensação sobre o mundo (ao menos comigo foi assim), e depois um turbilhão de coisas, a começar pelos hormônios e a continuar pelo seu corpo, pelo trabalho, pela casa que é adaptada prá chegada de um bebezinho, suas roupas, e um belo dia, você é completamente pega de surpresa pela primeira gargalhada.

Sim, surpresa total. Parece que foi ontem... e você pensa: quando foi que ele nasceu que eu nem consigo me lembrar? Parece que esse serzinho esteve a vida toda com você.
O encantamento da maternidade (sim, para mim foi encantamento) toma a gente de assalto, faz tudo ser diferente, te domina por inteiro. Até que aos poucos você se dá conta de que ainda é uma pessoa, de que a vida continua, de que tudo que mudou agora precisa mudar um pouco de novo para que você volte ser duas: mãe e mulher. Mas não adianta: mesmo a mulher agora amadureceu. Para mim, a maternidade trouxe um senso maior de autoconhecimento. O que antes acontecia por acontecer hoje tem sentido. Tem que valer a pena.
Minha essência continua a mesma, o que mudou foi a necessidade de respeitá-la. Mas poucas pessoas entendem isso. Até quem já é mãe custa a entender, já que cada experiência é única e pessoal. Mas é assim. E é por isso que me sinto mais completa e feliz, porque as coisas que busco hoje são verdadeiras e me preenchem.
Se a gente não se questionar, não se conhecer e não buscar aquilo que realmente importa, vamos vivendo no modo automático, sem perceber que o tempo passa e não conquistamos o mais importante: nossa própria individualidade. Uma grande amiga e professora um dia me disse: quando você chegar "lá", Deus vai perguntar o que você fez da sua vida. Da SUA vida. Não da vida do seu marido, dos seus pais, dos seus irmãos, nem do seu filho, embora encaminhá-lo seja uma tarefa das mais importantes da sua própria caminhada. Mas da SUA vida.
Você tinha sonhos, expectativas, vontades, o que você fez para realizá-los? Você ansiou, desejou, planejou, o que fez para que tudo se tornasse verdade? O mais fácil é a gente colocar a culpa nisso ou naquilo e deixar a vida passar. É difícil tomar decisões, escolher. Porque sempre que se escolhe algo, se deixa de escolher outra coisa. Não se pode ter tudo, não é mesmo?
Mas no fim do dia, o que importa é viver sua verdade pessoal, correr atrás do seus sonhos, das suas vontades, respeitar o seu próprio eu e ser você mesma em tudo. Só assim a alegria imensa de ouvir a primeira gargalhada é completa e absoluta.

Obs. não há nada que se compare ao sorriso do meu filho!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Ócio da licença maternidade

Esses dias eu estava lendo um blog e a autora comentava sobre o que fazer durante o ócio da licença maternidade, já que havia recém dado a luz. Me lembro totalmente da minha reação (até porque seria a mesma agora): O QUE? Lembro de me sentir meio entorpecida durante alguns segundos, repassando mentalmente meu dia a dia.

Cuidar do meu filho, que dia 09 vai completar 3 mesinhos de vida, é a coisa que mais amo no mundo. Mais ainda do que escrever, que era antes meu prazer maior. E ainda assim durante os segundos em que revi minha rotina, me senti muito cansada. Isso porque divido meu tempo entre os cuidados com ele e os afazeres diários de quem não tem uma empregada doméstica (será que é isso, será que ela tem uma empregada e metade das tarefas já não fazem mais parte da sua rotina? Vou me sentir mais normal se for isso, rs).

Lavar roupa (as dele, principalmente, até porque o Enzo nasceu magrinho e mesmo a fralda RN sempre deixou passar cocozinhos pelas perninhas, rs), cozinhar (porque tenho que estar alimentada para que ele também esteja), lavar louça, tirar o pó (porque com criança pequena em casa tem que estar sempre tudo mais limpinho, né?), isso só para lembrar de algumas coisas.

Ah, e isso porque o papai, além de ajudar com o pimpolho sempre que dá, ainda vai no super, lava o quintal e tira o lixo prá mim. E tá dando uma atençãozinha pros cachorros, tadinhos, porque nem prá isso sobra muito tempo na minha rotina.

E além disso tudo, já comecei a ensaiar alguns trabalhos, até para não perder o jeito. Mas sempre com foco principal no Enzo, afinal de contas, ele ainda está na fase das dores, e começou a conversar e quer atenção sempre que está acordado (e confesso que muitas vezes eu é que fico lá embasbacada, vendo ele conversar e sorrir e tudo mais. Babona).

Pensando nisso tudo, mesmo apaixonada, pensei: que ócio? Onde está o tempo livre para que pensar em que outras coisas mais posso me dedicar? rsrsrs.

Não sei se sou diferente, se sou normal, ou o que é normal. Mas hoje de manhã lembro de acordar com a exata sensação de que minha vida está completa. E o resto a gente vê depois. E me dedicar a esse serzinho que foi tão desejado, tão planejado é o mínimo a fazer para retribuir a Deus tanta felicidade!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

As primeiras vacinas a gente... esquece!

Ainda bem. E, nem de longe, tenho memória das trocentas injeções que já tive que tomar até hoje. Ao menos não as da infância. Porque ninguém merece passar por uma experiência dessas continuamente na memória, rs.

Enzo tomou as vacinas do segundo mês na última segunda-feira. Doeu mais em mim do que nele. E olha que deve ter doído nele, porque nem voz saiu daque choro sentido. Que dó que dá! Mas é graças a essa dor que estamos saudáveis (ao menos é o que dizem), então tá valendo!

ConsequÊncia instantânea: 24h de febre alta, perninhas doendo a ponto de ele não conseguir mamar (pôxa, tinha que ser nas duas perninhas no mesmo dia???), uma noite inteira de diarréia e 3 noites praticamente em claro prá mamãe aqui. Faz parte e a gente faz sorrindo, mas o cansaço quando bate deixa a gente que é só o pó, né?

Hoje ele está bem melhor. Espero que esta noite seja mais tranquila e aos poucos vamos voltando à rotina. E mesmo com tudo isso, preciso dizer: meu filho é um anjo! Fora que ele é a criança mais linda do universo, mas acho que isso vocês já sabiam que eu ia dizer, rs.

Eu estou amando a maternidade. Definitivamente, nasci para ser mãe. E o melhor: estou amando ser mãe do Enzo. Ele é uma criança encantadora, inteligente e feliz. E está passando pelas agruras desse começo de vida com muita coragem. É o nosso pequeno príncipe, nosso tigrinho (ele nasceu no ano do tigre do horóscopo chinês, só podia ser bravo e garboso, rs).

E fico tão feliz de ver outros amigos passando por essa experiência linda! Tem a Ju e o Mic com seu pequeno Guilherme (e um ano antes tinha vindo o Matheus), tem o Daniel e a Letícia com a lindinha da Lavínia, tem o Sílvio e a Aline que ganharam na noite passada a fofa da Luna (parabéns, ela é linda, nada a ver contigo, Sílvio, huahuahua), tem a Diana e o Rodrigo que logo devem saber se é uma menininha ou um molequinho que vem por aí (to apostando na menina), e em breve teremos notícias do Alê e da Gabi. Ê, coisa boa!

Como eu disse, pessoas de bem criando pessoas de bem para mudar o mundo! E que venham mais espíritos dispostos ao bem e que tenhamos menos tristeza nesse mundo!!!

Bom, vou lá dar uma olhadinha no meu pimpolho, que está de banhinho tomado e todo cheiroso.

Amo de paixão mais do que tudo nessa vida!

Mamãe já vai, bambininho mio!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Fala sério...

... o que é esse pé? rsrs


AMO MAIS DO QUE TUDO NESSA VIDA!