quinta-feira, 8 de novembro de 2012

É AMANHÃ!!!

Okok. Me peguei aqui pensando no turbilhão de novidades que invadiu minha vida nesses dois últimos anos. Cansaço, preocupação, atenção redobrada, esquecimentos (que me perdoem os amigos), correria - que juntos (só quem é mãe sabe que sim) se traduzem em uma retumbada FELICIDADE. Há exatos 2 anos esse dia pareceu infinito, do tipo chegava quarta mas não chegava terça feira. E minha mão não saía da barriga, antevendo que aquele seria o último dia em que ele seria só meu, pois a partir de 09.11.10 às 18:25, Enzo passou a ser do mundo. Estou nervosa como há dois anos e minha felicidade renasce a cada dia com os dois olhões brilhantes que me acordam dizendo mamãe. CORUJA

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Criança da nova era

No final de semana, procurando por alguns títulos de livros para comprar, acabei me deparando com alguns textos falando sobre as crianças da Nova Era, um tema que me fascina. E li algo que me deixou seriamente preocupada.
Antes, um comentário: as informações que nos chegam de todos os lados certamente já vêm de uma nova consciência, mas é preciso que mudemos muito ainda nosso nível de compreensão para entende-las e para separar o que realmente importa para nossa vivência atual.
Por que eu estou falando isso? Porque li uma crítica a um texto que informava que 90% das crianças do planeta (ou que estão chegando ao planeta, não me recordo da exata expressão) são crianças de Jesus (como se as outras e todos nós não fôssemos), índigo, cristais etc. 90%? Não concordo 100% com a crítica (http://www.voadores.com.br/site/geral.php?txt_funcao=colunas&view=4&id=142), achei um pouco dura. Mas concordo totalmente que estamos usando a informação recebida para disfarçar ou justificar nossas compensações, como se agora: “ufa, meu filho pode ser especial como eu sempre quis e eu posso me desfazer de todas as responsabilidades com sua educação, já que posso aceita-lo como é e não tenho que impor comportamentos”.
Uou, espera aí: de onde veio essa suposta entrega a uma “nova forma de pensar e agir”, travestida de nossos erros? Ou seria o contrário? Vou dizer no que eu acredito para quem estiver lendo entender minha opinião: eu sou espiritualista, acredito totalmente que estamos vivendo uma mudança energética no planeta, que nossas percepções estão sendo ampliadas e que os espíritos que estão chegando sabem mais do que nós (ainda bem, né?) vão nos ajudar nessa mudança. Como diz o Lázaro: se os que desencarnam são mais sábios do que antes, porque os que encarnam não seriam?
Também acredito que é preciso quebrar com paradigmas ultrapassados e que nos foram impostos por milênios, para que saibamos viver nessa nova etapa de energia. Precisamos, com isso, criar novas formas de ensinar e educar, entender que a velha regra do ”cala boca que quem manda sou eu” já não serve para explicar a necessidade de aprender a conviver em sociedade e a entender a vida e a preservar as relações e o planeta. Para mim, estamos sendo obrigados a isso, pois as almas questionadoras que estão chegando nos obrigam a repensar valores e regras. E refazê-los, não eliminá-los. Deu para entender?
Conviver em uma nova etapa astral não significa ser permissivo e esquecer de olhar para dentro e entender o que de nosso comportamento é na verdade provocado por medos, ansiedades, faltas, desejos reprimidos e o que é mesmo uma imensa vontade de fazer diferente. Não significa deixar de pensar que ações nossas vão causar danos futuros aos pequeninos. Não significa ser isento da necessidade de separar o que é desculpa para um comportamento nosso que é criticado socialmente e o que é, na verdade, uma escolha consciente de mudar a maneira de educar.
As crianças das estrelas, como são chamadas, na minha humilde opinião, nada mais são do que espíritos de outras esferas, designados para trazerem para a Terra novas formas de pensar e agir. Perfeitos eles não são, pois isso significaria que chegaríamos a uma esfera de perfeição, o que não é verdade. Evoluiremos, sim, mas ainda teremos que conviver com nossas imperfeições, nossas e deles. E por isso mesmo, pela inteligência mais apurada que nossas crianças trazem, é preciso ser mais presentes na educação deles, mais atentos às nossas próprias ações, que servirão de exemplos de vida para os futuros adultos na nova Terra.
Como ainda somos limitados! As informações são novas, mas a interpretação continua velha. Vamos acordar, minha gente! Índigo, cristal, safira, rubi etc. Sejam de que origem e cor nossos filhos forem, apesar de precisarem de mais espaço, mais flexibilidade, eles ainda carecem do conjunto educação–exemplo–presença–amor–limites para serem adultos saudáveis e aptos a manifestar totalmente seus poderes estelares. Pronto, falei.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

OK, OK, PODE RESPIRAR!!!

E então, a grande mudança aconteceu, como previsto. Mas, ao contrário do que alguns podem pensar, ela não foi planejada. Intimamente, como era de se esperar da minha alma taurina/pisciana, eu desejava permanecer onde estava. Porque tudo parecia estar se encaixando, finalmente. E tudo estava confortável – Enzo na escolinha, perto do pai, Eu trabalhando, numa casa adorável, morando com meu maninho Marcus e relativamente à vontade com tudo na minha vida. Eu sentia uma solidão latente (e será que ela não segue existindo) por estar longe de grande parte dos meus – família, amigos do coração. Mas dava para lidar e eu já estava com planos para diminuir a distância. Mas neles não estava uma mudança total de vida. Mas aconteceu.
E aí foi assim: numa semana recebi o convite para conversar, na outra semana fui chamada, na outra já estava trabalhando. Nesse meio tempo rolou uma mudança mesmo – me desfiz, sem brincadeira, de 60% do que eu tinha, e ainda fui xingada pelo meu irmão: “pô, como tu tem coisa de cozinha”, rsrsrs. Deixei eletrodomésticos, móveis e até a cama nova (buááááá). Mas que bom que ele ficou com uma casa praticamente montada! Tropeços e falta de dinheiro à parte (bancos, obrigada incrivelmente pela greve NESSE EXATO MOMENTO! Grrrrr) o pior foi fazer os 40% das coisas que sobraram, minhas e do Enzo, caberem em um quarto (que ainda tem todas as roupas da mama) e achar a escolinha ideal pro meu filhotinho.

Por ideal leia-se: a melhor estrutura e a mais perto do trabalho – sim, porque com tantas mudanças na vidinha dele, quanto menos tempo ele precisasse ficar longe de mim, melhor, né? E consegui (Ufa!) – o lance agora vai ser pagar, mas aí entra a ajuda abençoada do pai dele, of course – e, como o picutuxo tinha ficado 1 mês grudado em mim, o difícil foi a nova adaptação. Chorar na entrada da escola era algo que ele já fazia. Mas ele descobriu outra maneira da mãe ficar, digamos, totalmente arrasada: parou de comer! De berçário 2, pelo desenvolvimento dele, passou a Maternal I aqui em Floripa. E a comer de tudo, sem aquelas coisinhas de bebê. Fora isso, ele sacou que eu fiquei mal, muito mal. E aí, já viu.


Só na bolachinha, só no santo Nutren, e em casa: comendo de tudoooo. Sacanagem, filho, vai ser esperto assim lá em casa, viu? Levei no pediatra, ele está ótemo, perfecto, incrivelmente inteligente o bichinho. Receita de florais para aceitar mudança e diminuir o medo do novo. E uma semana depois: já há indícios de almoços e lanches (de sucrilhos, vejam só) na escola, e um tímido “tia Deuba (Débora)” junto com mamãe, vovó e bisa. As mulheres da vida dele, rs. Já foi ajudante de turma, se vestiu de primavera e fez bolinhos de areia. PARA TUDO: MEU FILHO BRINCANDO DE BOLINHO DE AREIA? Estou no paraíso.



Claro que não estamos, nem ele e nem eu, 100% adaptados. Há muito ainda que aprender, que refazer. Sei que cada vez que ele vê o pai no skype a saudade só cresce e torço prá logo eles poderem se ver pessoalmente. Mas como eu disse: fomos empurrados para essa situação. Não foi planejado – até porque eu não planejaria algo que seria tão sofrido assim. Mas apesar de tudo, vejo meu menino tão esperto, falando de tudo, comendo sozinho, super independente (tá, menos, Katiuscia), convivendo com a prima, com os tios. Tudo tem um lado bom, uma compensação, né? E esto aprendendo a entender que sempre estamos onde temos que estar, vivendo o que temos que viver para aprender o que devemos aprender naquele momento. Basta aproveitar a oportunidade e crescer. Amanhã sabe Deus o que nos está reservado.



Filho: te amo mais que a mim. Obrigada por ser esse raiozinho de sol na minha vida!

terça-feira, 24 de julho de 2012

Vida longa à nova vida!



 

Se eu pudesse resumir os últimos 9 meses da minha vida, a palavra seria MUDANÇA. Minha vida e da minha mais preciosa companhia, o Enzo, que completa no próximo dia 09/08 seus 1 ano e 9 meses, que passaram muito, mas muito rápido. Antes do Enzo nascer, não que tudo era só calmaria, mas as mudanças eram morosas, demoravam a acontecer. E embora eu sentisse às vezes a necessidade desse movimento, eu sentia medo de mudar; havia uma sensação estranha de perda relacionada à mudança.

Nesses meses que se passaram desde outubro do ano passado, a verdadeira gestação de uma nova vida, o que menos senti foi medo de mudar. Em contrapartida, as mudanças vieram a galope, uma atrás da outra. A cada semana algo acontece, muda a direção. Mais ou menos nessa ordem, vivemos uma separação, uma mudança de casa, uma viagem de férias (a primeira desde muito tempo), uma internação hospitalar por causa de uma urticária gigante (da qual até hoje nenhum médico descobriu a real causa), outra mudança de casa, e uma nova internação por causa de uma queimadura com água quente (a maior dor da minha vida, vale um post sobre isso no final).


E quando tudo já parece ter acontecido, eis que me vejo agora em busca de um novo caminho profissional, que pode nos levar sei lá para onde. Mudanças. Uma atrás da outra. E nenhum medo. Nenhuma sensação de falta de ar, ou de vazio no peito, sequer uma palpitação. Ao contrário, uma certeza de que as coisas caminham para onde elas realmente deveriam estar. Podem me chamar de louca.

E nesse meio tempo, Enzo e eu aprendemos muito, com a própria vida e um com o outro. E crescemos muito, ele mais do que eu, claro, rs. Brincamos, rimos, nos divertimos, choramos juntos, ele levou bronca e eu fui depois chorar escondida, rs. Me senti sozinha muitas vezes, mas muito livre em outras. Precisei de ajuda, pedi ajuda, tive ajuda (às vezes não). Senti falta da minha mãe, da minha vó, dos meus irmãos. Até que um deles veio morar comigo (outro bom companheiro de viagem, o Marcus, dindo do Enzo). Mas continuei sentindo falta de todos os outros também. Sou uma menina de família, e daí?


E faltou dizer que também passamos pela experiência da morte. Para mim, de uma maneira como nunca havia acontecido – tão presente, tão consciente, tão triste e tão bonita. Meu tio Xandi, meu irmão mais velho, deixou esse plano e foi fabricar boa música e sorrisos do lado de lá. Chorei muito, até mesmo de felicidade por ter tido o privilégio de ter uma pessoa assim na minha vida. Dessas que deixam saudade.


Foi uma gestação bem movimentada, mas descobri que a maternidade me fez mais serena e forte. Criança dá trabalho, mas é tudo de bom. Para quem, obviamente, está disposto a desempenhar mesmo o papel de mãe/pai.

Sobre o maior susto da minha vida
Enzo não é um bebê mexeriqueiro. Normalmente brinca com as mesmas coisas, é até um pouco metódico às vezes. Descobri da pior maneira que isso não é tão bom assim, porque nos faz relaxar e esquecer que criança é uma caixinha de surpresas e que cresce muito rápido. Um belo dia, do nada, coisa que nunca tinha feito antes, meu pequeno se estica de um jeito que nunca mais fez (vai entender) pra alcançar nada, e com a ponta do dedinho puxa a bacia com água quente onde eu esterilizava os bicos de mamadeira e as chupetas. Eu nunca tinha feito isso com ele acordado (era sempre a última tarefa do dia), então nunca tinha me preocupado – de qualquer forma, ele NÃO ALCANÇAVA naquela altura até então. Ah, nem vou explicar mais. Foi o pior pesadelo, a pior noite da minha vida inteira até agora. 7 dias de internação – a única coisa boa é que os bebês tem uma recuperação fenomenal, então o que passamos depois foi mais o estresse de estar no hospital, os frequentes medicamentos e o medo que ele passou a ter do banho (porque o primeiro foi bem traumático). Mas hoje as marquinhas são bem leves e, segundo os médicos, com filtro solar e longe do sol, até o fim do ano não devem mais existir. Cuidados triplicados (sem surtar, claro, porque criança é criança), experiência cumprida. Agora um tempinho de calma, por favor?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

O tempo voa...

... eu fiquei muito tempo sem escrever. Boa parte dele porque simplesmente eu não sabia o que dizer. Tanto aconteceu, e ficou difícil expressar em palavras - mesmo para mim, que falo tanto, rs. Mas hoje eu fui atualizar um perfil profissional e lá estava o endereço do blog. Entrei e pimba: me apaixonei de novo pela idéia de escrever. Só escrever. Pela milésima vez, me apaixonei pela expressão. E decidi ao menos colocar aqui esse insight Divino. Prá dizer que vou tentar resumir - primeiro na mente - tudo que quero dizer desse tempo todo. E aí eu vou escrever. E postar foto nova do meu sol particular, porque eu continuo sim, irremediavelmente apaixonada pelo meu filho. Até!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Da escolinha e suas viroses

Eu demorei para escrever. Muito, eu sei. E há tanta coisa passando pela minha cabeça esses dias que vou ter que dividir os assuntos. Isso se conseguir. Se não conseguir, vai tudo misturado aqui mesmo, rs. Pensei, repensei, pensei de novo. Prós, contras, opiniões alheias, bem estar dele, meu bem estar, bem estar financeiro da casa, tudo, tudo, tudo. E decidi colocar o Enzo na escolinha. Finalmente. Parece que ele estava até pedindo isso, sabe? Querendo mais atenção, novas musiquinhas, mais passeios. Do tipo: e aí, mamãe, vamos ficar nessa coisa nana nenê quanto tempo? Rs.

Foi mais de um mês de escolha. Pesquisa. Opiniões de novo (sempre, né? Rs). E a relação atenção com as crianças + proximidade de casa deu o primeiro lugar no podium para a Castelo Encantado. As tias são umas fofas e consegui vários depoimentos de mães cujos babies estão lá há anos, e desde bem cedo, e adoram. E depois de muito sofrimento (meu, óbvio), chegou o fatídico dia da adaptação. Resumindo - 1º dia: chororô + 1 hora de brincadeiras; 2º dia: chororô + 2 horas de brincadeiras; 3º dia: chororô + 3 horas de brincadeiras. Até que a tia disse: “ele chora 5 minutos e o resto do tempo fica bem, pode deixá-lo o período todo aqui”. Cara da mãe: :O

Aí, quando estava me recuperando do trauma de “meu filho não me quer mais”, eis que ele começa com uma diarréia feroz, de causar assadura (a primeira da sua vida) feia e febrinha. Médico = VIROSE! Caracas, me disseram que indo prá escolinha ele começaria a ter viroses, mas assim, na primeira semana? Nem bem passou meu trauma de adaptação de escolinha começa o trauma de primeira virose do filho??? Vou te contar, viu. E pior: a coisa cada dia tinha um sintoma diferente. Moral: no fim, virou uma faringite. “E ele tá com bastante secreção no pulmão, viu, mãe, então vamos dar antibiótico”. Ah tá, suuuper cool.

Imagina seu filho, todo cuidadinho durante 9 meses, leitinho materno, nada de gripes e resfriados, no máximo febres de vacinas e diarréias de dentes nascendo, vai prá escolinha, pega virose, fica magriiinho e com aquele olhar paraaaado. Morri.......

....... pronto, nasci de novo. Sim, porque virose passa. A gente tem que ter paciência, acordar mil vezes de madrugada (e olha que dizem que são só os primeiros meses de vida do bebê, rs), dar os remedinhos, e esperar. Ah tá, morrer um pouquinho a cada dor, cada febre, cada choro. Mas acordar no dia seguinte no salto da alma, pronta prá mais uma. E o que é pior: dá aquela vontadezinha de “já que foi assim melhor não ir prá escolinha, né?”. Mas não, há que ser forte e destemida e lembrar que é preciso pagar o leitinho do baby e as fraldas e lenços umedecidos e pomadas e roupas e sapatos e guardar dinheiro prá faculdade dele, e levá-lo de novo à escola.

E lá fui eu, bravamente. Me consolando: ele vai chorar, tá? Porque ficou a semana inteira grudado em você, então ele vai chorar muuuito. Aí eu entrego ele prá tia, chororô, portão se fecha. E cadê o chororô??? Cadê os berros da criança que não pode viver longe de mim? Cadêêê??? Rs. Moral da história: eu estou aqui desconsolada, tentando me concentrar no trabalho que não é pouco, depois de uma semana que me consumiu a alma (estou, literalmente, um lixinho ambulante, rs), e ele deve estar lá rindo e brincando com os amiguinhos. Porque obviamente se não fosse assim a escola teria ligado. Teria, né? :}

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vaca leiteira

Uma das coisas que mais me atormentavam durante a gravidez era a amamentação. Eu tinha pavor de não ter leite, mas também tinha um medinho do desconhecido que era amamentar. Será que eu conseguiria? Iria doer muito? Iria doer para sempre? Será que o Enzo iria engordar só com o meu leite? E muitos serás mais.

E com a ajuda de muita leitura + curso para gestantes do Santa Catarina + minha mãe segurando minha mão + creme passado pelo obstetra + o maior amor do mundo = eu virei uma verdadeira vaca leiteira com meu bezerrinho grudado no peito, primeiro a cada 2 horas (porque ele era magrinho e eu tive que incentivar a mamar bastante), depois a cada 3 horas.

Amamentar é algo ímpar. Inesquecível!

E o processo foi mais estressante mentalmente do que fisicamente, porque tive pouquíssimo tempo de dor, mas tinha que tirar a primeira parte do leite manualmente para que o Enzo mamasse o leite gordo e ganhasse peso rapidamente. E funcionou. E foi tudo lindo. E eu amei amamentar, foi uma das experiênciais mais incríveis e plenas da minha vida. No terceiro mês ele ganhou 1kg. Só mamando no peito! E eu rindo à toa...

Mas eu disse amei porque acabou. Um belo dia seu filho olha para você e diz: mamãe, não quero mais seu peito. Ok, ok, não foi bem assim (rsrsrs), mas ao contrário do que eu previa, situações e circunstâncias (nenhuma delas ruim, graças a Deus) nos levaram ao desmame. A decisão, a forma como aconteceu, confesso que para uma mãe taurina foi um choque. Ainda bem que faço terapia, rs.

Gente pequena que já sabe o que quer...

Intimamente, eu queria continuar. Eu achava que continuaria ao menos pela manhã e à noite, mas o Enzo é de uma personalidade forte, e para ele, ou era tudo ou nada. Moral da história: hoje, depois da poeira baixada, todos tranquilos, ele mama bastante NAN PRO 2. E adora. E está lindo, feliz.

E sei que isso foi o começo de um processo de independência que estava batendo na porta de tão necessário, sabe? Imaginem assim: minha família mora longe, aqui é São Paulo, então a família daqui e os amigos moram longe também, e o Enzo passa 24 horas da vidinha dele comigo. E algumas horas por dia com o pai, claro.

Nós nos divertimos muito, ele e eu. Saímos todos os dias para uma volta, eu não deixo de fazer quase nada por ter um filho: ele se acostumou desde cedo a mercados, shoppings, metrôs, e até ao escritório. Mas aos 8 meses, a criança começa a entender que ela é algo separado da mãe, que não somos a mesma coisa, e aí ele estava começando a não querer mais ir com ninguém, especialmente quando estou por perto.

A gente é parceirinho, sabe?

Talvez não tenha muito a ver (já que não sou eu a psicóloga), mas acho que o desmame está nos ajudando a entender que estar longe dá saudade, mas não mata (rs). Ele, de forma mais consciente, e eu lá no fundinho da alma.

Semana passada Enzo praticamente passou um dia só com o pai. Saiu, passeou, tomou mamadeira, comeu mingauzinho. Tudo com o pai. E tranquilíssimo. Fiquei tão orgulhosa! Nós já tomamos a decisão: em breve o Enzo vai para a escolinha meio período, para conviver com outras crianças, brincar bastante e gastar energia. Confesso que está cada vez mais difícil dar a atenção que ele precisa – imagina quando ele começar a andar (e juro, não deve demorar, rs)!

Vai dizer que não é precoce esse guri? rs

Sei que cada mãe passa por algo único e especial à sua maneira. Tem aquelas que amamentam muito, facilmente e até os 2 anos de idade do bebê, tem aquelas que não conseguem amamentar por falta de leite ou pela dor que sentem, tem aqueles bebês que não pegam o peito de jeito nenhum e aqueles que sofrem para desmamar. Cada caso é diferente, já que estamos falando de seres humanos, únicos e individuais, mesmo que em miniatura, né?

No meu caso, posso dizer de carteirinha: foi lindo, melhor do que eu sonhava, sinto uma saudade imensa de ter meu bebezinho se alimentando no meu peito e cada vez que olho uma foto ainda me emociono (acho que vai ser assim para sempre, será?). Mas confesso que essa nova fase também está intensa e estou bem feliz. Agora o Enzo pode ser alimentado por outras pessoas, e isso diminui minha ansiedade e preocupação. E ele está entrando numa rotina legal e comendo muuuita fruta, alguns cereais e as papinhas salgadas.

Depois de cortar o cabelo, com cara de homenzinho. Eu morro, né? rs

Ah, e antes, a hora de mamar era um chororô só, ele queria e tinha que ser naquela hora e pronto, só relaxava mais quando estava passeando. Agora noto que ele mostra fome, mas não chora mais. Só se ele vê a mamadeira e a gente fica viajando e demora prá por na boca. Ele continua um bezerrinho, rs.

Quanto a mim, na prática há um lado bom e um ruim. O bom é qe posso usar TODAS as minhas roupas, antes era um tal de blusinha de botão só, rs. Ah e posso passar creme e óleo no corpo todo sem tirar para amamentar. O lado ruim? Lá se foi meu silicone natural, rs.